Mil razões para comemorar
(FIFA.com) Quinta-feira 8 de setembro de 2011
Na análise estatística semanal, o FIFA.com destaca o novo feito de Rogério Ceni pelo São Paulo, a excelência tanto ofensiva quanto defensiva, com Holanda e Madjer brilhando na frente e a dupla Itália
e Irlanda sobressaindo-se atrás. E ainda o fracasso dos atuais campeões
africanos nas eliminatórias para o próximo torneio continental e os
feitos notáveis de dois astros da seleção espanhola.
1000 jogos pelo São Paulo – de acordo com as contas do clube, que leva em
consideração partidas oficiais e amistosos – foi a marca alcançada por
Rogério Ceni nesta quarta-feira, na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético
Mineiro. O goleiro de 38 anos, que já tem na conta 103 gols marcados,
foi o grande destaque da partida e entrou em um Morumbi lotado por
60.514 pessoas – maior público do Brasileirão 2011 – com suas duas
filhas, recebendo homenagens antes, durante e após o confronto, em um
bonito espetáculo. Rogério começou a jogar pelo clube há exatos 21 anos e
esteve presente em grandes conquistas, como na da Copa do Mundo de
Clubes da FIFA 2005, quando foi o herói na vitória sobre o Liverpool por
1 a 0. Emocionado após o jogo, que teve gosto ainda mais especial por
ter representado a ascensão do São Paulo à liderança da tabela, o
goleiro fez questão de retribuir todo o carinho recebido ao longo das
duas últimas décadas. “Isso aqui é minha vida. Obrigado por tudo, amo
vocês”, disse.
103 jogos pela Espanha, o último deles na goleada por 6 a 0 sobre Liechtenstein nesta terça-feira, fizeram de Xavi
o jogador de linha que mais vezes defendeu a Fúria. Embora ainda seja
superado pelos goleiros Andoni Zubizarreta (126 partidas) e Iker
Casillas (124) na classificação geral, o meia de 31 anos do Barcelona
ultrapassou Raúl, que vestiu a camisa da seleção em 102 ocasiões. Quem
também teve uma terça-feira inesquecível foi Álvaro Negredo, que marcou
duas vezes e chegou a cinco gols em apenas quatro jogos como titular da Espanha. Com a vitória, na qual Xavi
também balançou as redes, os campeões mundiais garantiram a vaga na
Euro 2012 com duas rodadas de antecedência e, de quebra, chegaram a 20
triunfos consecutivos em torneios classificatórios, tanto da Eurocopa
quanto da Copa do Mundo da FIFA.
33 anos após a última vez em que ficou de fora da Copa Africana de Nações, o Egito
novamente terá de assistir pela televisão à principal competição de
seleções do continente. Recordistas de títulos do torneio, com sete
vitórias, os egípcios almejavam o tetracampeonato seguido, já que
ergueram a taça em 2006, 2008 e 2010. O sonho, porém, foi frustrado pela
péssima campanha nas eliminatórias, em que o país não conseguiu vencer
nenhum dos seus cinco compromissos no Grupo G, tendo anotado apenas dois
gols. A pá de cal veio com a derrota por 2 a 1 para Serra Leoa, na qual
o meio-campista Ahmed Hassan completou 176 partidas pela seleção, aproximando-se ainda mais do recorde de 178 do saudita Mohammad Al Deayea.
76 gols em 29 jogos na Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA foi a incrível marca alcançada por Madjer
na semana passada. O desempenho do português, que anotou quase duas
vezes mais gols do que o vice-artilheiro, representa uma média de 2,6
tentos por partida, embora ele tenha feito ainda melhor na primeira fase
de Ravena 2011. Com nove gols em três confrontos, quatro deles na
vitória por 5 a 0 sobre a Argentina, o luso abriu quatro de vantagem na
corrida pelo troféu de artilheiro, prêmio que o craque ganhou em três
das cinco edições da Copa do Mundo de Beach Soccer da FIFA. Natural de
Angola, o goleador foi também o jogador que mais vezes marcou três gols
numa única partida da competição: 14. Para se ter uma ideia do que isso
representa, basta lembrar que nenhum outro jogador foi capaz de fazer a
trinca em mais do que quatro oportunidades. Graças em grande medida à
magia de Madjer, Portugal chegou mais uma vez às quartas de final, mantendo o status de única seleção, além do Brasil, a ter ficado entre os oito primeiros colocados em todas as edições do Mundial.
11 gols marcados e nenhum sofrido contra San Marino formaram o placar da vitória mais elástica da história da Holanda
na última sexta-feira. A goleada esmagadora, que superou os 9 a 0 da
Laranja Mecânica sobre a Noruega em 1972, representa também a segunda
maior da história das eliminatórias para a Eurocopa, ao lado do triunfo
espanhol por 12 a 1 contra Malta em 1983. A vitória holandesa veio quase
cinco anos após o recorde da Alemanha, que no dia 6 de setembro de 2006
aplicou 13 a 0 sobre, adivinhe só, San Marino, com direito a quatro
gols de Lukas Podolski. Desta vez, a façanha coube a Robin van Persie, que se tornou o primeiro holandês a fazer a quadra numa partida de eliminatórias da Euro desde o feito de Marco van Basten
contra Malta há 21 anos. Nada mais natural quando a atual líder do
Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola se encontra com o último colocado. Na
terça-feira, San Marino perdeu para a Suécia e chegou a 55 derrotas em
55 jogos disputados nas eliminatórias da Euro.
5 anos se passaram desde a última derrota da Itália
em um torneio classificatório, seja da Eurocopa ou da Copa do Mundo da
FIFA. Com duas vitórias por 1 a 0 nos dois duelos recentes, a Azzurra
se classificou para a competição que será disputada na Polônia e na
Ucrânia. O segredo do sucesso italiano sob o comando de Cesare Prandelli
tem sido uma defesa inescrutável, a melhor dentre as 51 seleções das
eliminatórias, com apenas um gol sofrido em oito partidas. De fato, já
faz mais de um ano e 689 minutos de jogo que os tetracampeões mundiais
foram vazados por Sergei Zenjov na estreia contra a Estônia pelo Grupo
C. Comandada por outro mestre das artes defensivas italianas, Giovanni
Trapattoni, a Irlanda empatou em 0 a 0 com a Rússia em Moscou nesta
terça-feira e se manteve viva na briga por uma vaga na Euro 2012. Foi a
sétima partida seguida em que os irlandeses saíram de campo sem sofrer
gol, o que significa 691 minutos de invencibilidade da zaga, embora
graças a uma boa dose de sorte e a uma grande atuação do goleiro Shay
Given, que resistiu aos 28 chutes a gol dos russos. 









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