Assim como no meio de semana, quando sofreu para vencer o Spartak
Moscou pela Liga dos Campeões, o Barcelona voltou a suar a camisa para
vencer um rival modesto. Somente no final do segundo tempo, graças a uma
bomba de
Xavi e um gol contra de Gómez, o clube catalão conseguiu bater o Granada por 2 a 0, neste sábado, pela quinta rodada do Campeonato Espanhol.
O resultado alcançado no Camp Nou manteve o Barça na liderança isolada,
agora com 15 pontos, 11 à frente do arquirrival Real Madrid (17º
colocado) que joga neste domingo, fora de casa, diante do Rayo
Vallecano. O Granada, por sua vez, além de seguir na zona de
rebaixamento (18º lugar, com dois pontos apenas), viu ruir a
possibilidade de conseguir, pela primeira vez na história, conquistar um
pontinho ao menos no estádio blaugrana (a derrota deste fim de semana
foi a 19ª em 19 confrontos no local).
Xavi entrou no segundo tempo e tirou a corda do pescoço do Barcelona (Foto: Agência EFE)
Villa titular e zaga improvisada
Se atrás o
Barcelona
entrou com uma zaga improvisada e formada pelos volantes Mascherano e
Song (Puyol e Piqué estão machucados), o time de Tito Vilanova começou
com uma novidade na frente:
David Villa.
Villa disputa jogada com Iriney (Foto: Agência EFE)
O artilheiro da Copa de 2010 começou uma partida como titular pela
primeira vez desde que fraturou a tíbia da perna esquerda em 16 de
dezembro do ano passado no Mundial de Clubes diante do Al Sadd. Pelo
Espanhol, Villa não entrava desde o início desde 29 de novembro de 2011
(4 a 0 sobre o Rayo Vallecano).
E com o “Guaje” no ataque, a primeira oportunidade do Barcelona com
perigo surgiu aos cinco minutos. Daniel Alves recebeu pelo lado direito e
lançou
Messi
na outra ponta. O argentino dominou já na área e chutou com estilo.
Mas, para sorte de Toño, a bola desviou na zaga e saiu para escanteio.
O
Granada
respondeu logo em seguida. Após cobrança de escanteio, a improvisada
defesa catalã cortou mal, e Rico chutou por cima da meta de Valdés.
Messi em ação pelo Barcelona (Foto: Agência EFE)
Barça pouco inspirado
O lance criado pelo Granada, que contava com dois brasileiros no time
titular (o lateral-esquerdo Guilherme Siqueira, ex-Avaí e Ipatinga, e o
volante Iriney, ex-São Caetano), não assustou o Barcelona.
No entanto, assim como no meio de semana, quando encarou o Spartak Moscou pela Liga dos Campeões (triunfo sofrido por 3 a 2, de virada), o time de Tito Vilanova não mostrava muita inspiração e errava passes que não costuma errar.
Messi e Villa discutem
O Granada, dentro de suas limitações, jogava bem e, aos 31, quase abriu
o placar com Guilherme Siqueira, que chutou com perigo rente ao
travessão. Na sequência, Messi e Thiago Alcântara (que substituiu o
craque Xavi, poupado no banco) até criaram alguma coisa, mas nada que
preocupasse o arqueiro Toño.
Prova que as coisas não iam bem em campo foi quando, aos 43, Villa e
Messi discutiram asperamente após o atacante espanhol fazer uma jogada
individual que desagradou o craque argentino.
Allamn Nyom é observado por David Villa (Foto: Agência Reuters)
Donos da casa despertam
Depois do primeiro tempo abaixo da média, o Barça voltou com uma
postura mais agressiva na segunda etapa e, com apenas sete minutos,
chutou mais na direção do gol do que em todos os 45 iniciais (três
arremates). E para dar mais força ainda ao time, Tito sacou Thiago
Alcântara e Villa, que não foram bem, e colocou, respectivamente, Xavi e
Pedro.
Messi lamenta chance perdida cara a cara com
Toño (Foto: Agência Reuters)
Aos 19, Messi teve a principal chance do confronto até então. Mas,
mesmo cara a cara com Toño, chutou sem muita força e permitiu a boa
defesa do goleiro do Granada.
No entanto, assim como no primeiro tempo, o Barça encontrava um
adversário bastante aguerrido, bem postado atrás e saindo bem nos
contra-ataques.
Barça pressiona, mas Toño brilha
Disposto a dar mais poder de fogo ao seu time, Tito sacou o
lateral-esquerdo brasileiro Adriano e colocou o jovem atacante Tello, um
dos destaques no triunfo sobre o Spartak na Champions.
E com vários homens na frente, o Barça seguia criando chances. Mas,
também, contando com uma excelente jornada do goleiro Toño, que, aos 31,
com a ponta dos dedos, tirou um gol certo de Fábregas. Na sequência,
foi a vez do arqueiro, de 32 anos, salvar a pátria após disparo à queima
roupa de Xavi.
Aos 38, o Granada teve a chance de “explodir” o Barcelona. Após veloz
contra-golpe, Orelanna, cara a cara com Valdés, chutou em cima do
arqueiro na melhor chance da partida.
Fábregas comemora com Xavi (Foto: Agência EFE)
Xavi solta a bomba e alivia o Barça
A chance desperdiçada pelo atacante do Granada acabou custando caro.
Após a sobra da zaga, Xavi, na entrada da área, soltou a bomba de perna
direita no ângulo, sem chances para Toño, aos 41.
Nos acréscimos, após jogada de Messi, o zagueiro Gómez foi tentar
cortar e acabou marcando contra, fazendo a festa da torcida culé.