Um campeão que fica para a história
(FIFA.com) Segunda-feira 16 de maio de 2011
A Liga portuguesa chegou ao fim e consagrou um dos melhores campeões da história. O FC Porto conquistou o título sem sofrer qualquer derrota no campeonato, igualando um feito que apenas tinha sido alcançado uma vez.
Trinta jogos, 27 vitórias e apenas 3 empates. Foi este o extraordinário registo que o FC Porto de André Villas-Boas alcançou na Liga ZON Sagres 2010/11, os números que valeram o título de campeão, numa prova onde o ex-detentor do título, o Benfica, desiludiu e pouco ou nada conseguiu fazer para contrariar a superioridade azul e branca.
E foi precisamente no estádio do rival lisboeta que os dragões selaram a conquista do título, o ponto alto de uma caminhada que incluiu, ainda, uma goleada por 5-0 frente ao Benfica, na primeira volta do campeonato. E, se tudo isto não bastasse, o FC Porto ainda conseguiu igualar o recorde que o Benfica detinha desde 1972/73 quando se tornou na primeira, e até agora única, equipa a sagrar-se campeã sem conhecer o sabor da derrota.
“Ficará para a história e na memória de todos. Acabar um campeonato sem derrotas é algo que dificilmente acontecerá nos próximos anos”, realça o treinador André Villas-Boas que, aos 33 anos, chegou, viu e venceu a um grande do futebol português. Na época de estreia ao serviço dos dragões ganhou a Supertaça, o campeonato e pode, ainda, levantar os troféus da Liga Europa – joga a final esta quarta-feira com o Braga – e da Taça de Portugal.
Se conquistar os dois títulos ainda em aberto, Villas-Boas superará o que conseguiu José Mourinho (de quem era adjunto) na primeira época completa no FC Porto. O actual treinador do Real Madrid ganhou campeonato, Taça e Taça UEFA, um “triplete” que marcou uma era, mas que pode ser ultrapassado por Villas-Boas.
As estrelas...
Apesar de tudo o que já alcançou, Villas-Boas nunca nunca quis ficar com os louros. “O mérito é dos jogadores”, diz, constantemente, após cada vitória e, na verdade, foram muitos os atletas que brilharam de azul e branco esta época. Como quase sempre, foram os avançados que mais se destacaram, com Hulk e Falcao a fazerem as delícias dos adeptos. O avançado brasileiro foi o melhor marcador do campeonato, com 23 golos marcados, logo seguido do colombiano com 16 remates certeiros. Uma dupla incrível na arte de fazer golos e que só encontrou rival num dos mais experientes pontas-de-lança do futebol português. Aos 36 anos, João Tomás, ajudou o Rio Ave a fazer um campeonato tranquilo, com 16 golos.
Apesar de tudo o que já alcançou, Villas-Boas nunca nunca quis ficar com os louros. “O mérito é dos jogadores”, diz, constantemente, após cada vitória e, na verdade, foram muitos os atletas que brilharam de azul e branco esta época. Como quase sempre, foram os avançados que mais se destacaram, com Hulk e Falcao a fazerem as delícias dos adeptos. O avançado brasileiro foi o melhor marcador do campeonato, com 23 golos marcados, logo seguido do colombiano com 16 remates certeiros. Uma dupla incrível na arte de fazer golos e que só encontrou rival num dos mais experientes pontas-de-lança do futebol português. Aos 36 anos, João Tomás, ajudou o Rio Ave a fazer um campeonato tranquilo, com 16 golos.
Mas se a grande força do FC Porto esteve no ataque, convém lembrar que o guarda-redes Helton fez uma das melhores épocas desde que chegou à Europa, a defesa só sofreu 16 golos e que no centro do terreno esteve um incansável João Moutinho. O médio, contratado no Verão de 2010 ao Sporting, foi um dos destaques da época, conseguindo tornar realidade a frase que disse quando foi apresentado no Estádio do Dragão: “Vim para ser campeão”, referiu, na altura, o antigo capitão do Sporting que, em Alvalade, nunca conseguiu o título.
... e as desilusões
A festa de uns é, sempre, o desgosto de outros e no caso do Benfica não há volta a dar. A época 2010/11 foi mesmo para esquecer. Depois de ter praticado um futebol que encantou os adeptos na temporada anterior, chegando ao título, a equipa de Jorge Jesus sofreu três derrotas nos primeiros jogos do campeonato deste ano, comprometendo, logo ali, grande parte das suas aspirações.
A festa de uns é, sempre, o desgosto de outros e no caso do Benfica não há volta a dar. A época 2010/11 foi mesmo para esquecer. Depois de ter praticado um futebol que encantou os adeptos na temporada anterior, chegando ao título, a equipa de Jorge Jesus sofreu três derrotas nos primeiros jogos do campeonato deste ano, comprometendo, logo ali, grande parte das suas aspirações.
É verdade que ainda conseguiu uma série de vitórias consecutivas que alimentou a esperança dos adeptos, mas acabou por acabar a época com derrotas muito dolorosas. Viu o FC Porto festejar o título em pleno Estádio da Luz, falhou a presença na final da Taça de Portugal, após ter sido eliminado nas meias-finais pelo FC Porto, e perdeu a possibilidade de disputar a final da Liga Europa, sendo travado nas “meias” pelo Braga.
Depois de se sagrar vice-campeão em 2009/2010, a melhor classificação de sempre na história do clube, o Braga não conseguiu repetir o feito e acabou o campeonato no quarto lugar, após ter perdido o último jogo da Liga para o Sporting, que assim disfarçou mais uma época para esquecer com o último lugar do pódio.
Mas a temporada do Braga não se resume, apenas, ao campeonato. A equipa de Domingos Paciência brilhou na estreia na Liga dos Campeões – foi terceiro na fase de grupos – e fez história na Liga Europa, eliminando clubes como Liverpool, Dínamo de Kiev e Benfica para chegar à sua primeira final europeia.
Guimarães e Nacional da Madeira ficaram no quinto e sexto postos da Liga e vão marcar presença na Liga Europa da próxima época, enquanto os grandes derrotados da segunda metade da tabela classificativa foram Portimonense e Naval, que descem à Liga de Honra.







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