Depois de um primeiro tempo em que o Real Madrid se mostrou muito mais disposto a atacar do que havia feito até então nas três partidas disputadas diante do arquirrival nas últimas semanas: os merengues adiantaram a marcação e pressionaram a saída de bola do Barça. Não conseguiram, no entanto, transformar isso em oportunidades reais - coisa que os catalães, com espaço para contra-atacar, tiveram ao menos duas vezes, quando obrigaram Iker Casillas a excelentes defesas, em chutes de David Villa e, em seguida, Lionel Messi.
No início do segundo tempo, diante da necessidade de marcar gols dos madrilenhos, os espaços para os catalães foram surgindo mais e mais. Em um avanço rápido que começou com Daniel Alves pela direita, Andrés Iniesta acertou um passe perfeito entre os zagueiros para a entrada de Pedro, já na grande área. Ele teve tranqulidade para tocar na saída de Casillas e abrir o placar. Era um gol que obrigava o Real Madrid a, em poucos mais de 30 minutos, marcar três gols para conseguir a classificação.
Mas aquilo seria tudo que o Real conseguiria fazer. Diante de uma equipe talentosa e que sabe prender a bola como nenhuma outra no mundo, jogar em desvantagem é tudo o que não se quer. O Barça tocou a bola, ainda criou mais um bocado no campo de ataque e, ao final da série de clássicos, comemorou mais uma vez a classificação para uma final europeia, em que vai tentar seu quarto título continental.







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