FIFA solicita à FA inglesa e ao Sunday Times que apresentem provas diante das acusações sobre os Mundiais de 2018 e 2022
O secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, escreveu ao presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), David Bernstein, solicitando um relatório completo sobre as declarações que o ex-presidente da FA, Lord Triesman, fez ontem perante a Câmara dos Comuns britânica (equivalente à câmara dos deputados no Brasil). Na carta enviada hoje, 11 de maio de 2011, o dirigente da entidade máxima do futebol também solicitou que sejam colocadas à sua disposição todas e quaisquer provas documentais relacionadas às declarações. Valcke enviou ainda uma carta ao jornal inglês The Sunday Times para solicitar que seja enviada à FIFA qualquer prova existente relacionada às declarações feitas ao parlamentar britânico John Whittingdale.
Na carta à FA, o secretário-geral da FIFA expressou a enorme preocupação da entidade e do seu presidente sobre as alegações recentes que questionam a integridade de alguns membros do Comitê Executivo da FIFA em relação às candidaturas das Copas do Mundo da FIFA 2018 e 2022. Ele acrescentou ainda que para ter condições de examinar a situação integralmente e com clareza, a FIFA solicita que a FA envie um relatório completo de Triesman, através do qual ele terá a oportunidade de explicar inteiramente as suas declarações e fornecer todas e quaisquer provas documentais existentes. Além disso, Valcke também pediu que a FA preste auxílio à FIFA fornecendo a ata parlamentar contendo as declarações e depoimentos feitos por Triesman na Câmara dos Comuns.
Enquanto isso, na carta enviada ao The Sunday Times, Valcke se refere a uma troca de correspondência ocorrida anteriormente através da qual a FIFA havia entendido que o jornal já havia fornecido à entidade máxima do futebol todas as provas documentais à sua disposição. Ainda assim, o secretário-geral da FIFA solicitou mais uma vez que o jornal inglês envie o mais rápido possível quaisquer outras provas documentais que possam estar em sua posse e que ainda não tenham sido enviadas à FIFA. Especificamente, a carta se refere às alegações de que haveria um "informante que trabalhou na candidatura do Catar" que supostamente teria feito declarações sobre o assunto em questão.







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