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sexta-feira, 2 de março de 2012

Campeonato Russo volta neste sábado com caras novas e sem Vagner Love

   Destaque da rodada do fim de semana é o duelo entre o CSKA, que perdeu atacante para o Flamengo, e o líder Zenit, que trouxe o meia Arshavin de volta

Por Jorge Natan Rio de Janeiro
    Após uma paralisação de quatro meses por conta do rigoroso inverno do leste europeu, o Campeonato Russo volta às atividades nesta semana. Com contratações de peso - como o meia Arshavin e o técnico Guus Hiddink - e times com grande poder econômico, o torneio vai ganhando mais notoriedade e, por isso, tenta igualar seu calendário ao restante do futebol europeu. Assim, a edição deste ano é um campeonato de transição e apresenta um regulamento diferente.
    De março até novembro do ano passado, os 16 times se enfrentaram entre si, em 30 rodadas. Então, foram divididos em dois grupos: um com os oito primeiros – que agora disputarão o título – e outro com os oito últimos, que lutarão contra o rebaixamento. Ainda houve tempo para duas rodadas dessa segunda fase serem disputadas antes da paralisação. Agora, serão 12 partidas decisivas até o dia 12 maio.

Andrei Arshavin Zenit (Foto: Getty Images)
Arshavin foi um dos destaques da janela de transferências e está de volta ao líder Zenit (Foto: Getty Images)

   E o primeiro jogo em 2012 do Campeonato Russo colocará os dois principais candidatos ao caneco. O CSKA Moscou, segundo colocado, enfrenta o líder Zenit no próximo sábado e terá a chance de ouro de diminuir a diferença de seis para três pontos. Para o jornalista Ivan Tarasenko, editor do portal  "Sovietsky Sport", os dois times são mesmo os favoritos para levar o título nacional.
- CSKA x Zenit é mesmo o jogo mais importante até agora. Esses dois times são os favoritos para vencer a liga, já que têm os melhores elencos e a maior experiência. E, claro, têm mais pontos que todos os outros. O Dínamo de Moscou jogou um futebol magnífico no último ano, mas todos têm dúvidas se eles podem manter esse desempenho fantástico até o final da temporada, já que o treinador (Sergei Silkin) não tem muita experiência em grandes clubes - salientou.

    Para o confronto decisivo, Ivan aposta no Zenit. E aponta a perda de Vagner Love - contratado pelo Flamengo no ínicio do ano - como a grande desvantagem para o CSKA neste recomeço do Campeonato Russo. Já o Zenit trouxe, por empréstimo, um velho ídolo: Arshavin, qu estava no Arsenal.

CSKA x  Zenit  vagner love (Foto: EFE)
Love disputa a bola contra os jogadores do Zenit (Foto: EFE)

- Acredito que o Zenit tenha uma pequena vantagem sobre o CSKA, já que tem um treinador de nível europeu, Luciano Spalletti (ex-Roma). Como vocês sabem, CSKA perdeu o Vagner Love. É uma grande perda, já que Vagner era o jogador mais habilidoso da Rússia. Ele podia vencer jogos sozinho. O ataque do CSKA depende mais de brilhos individuais, enquanto o do Zenit é mais coletivo - avaliou Ivan.
 
Luta contra o frio
    E, apesar do retorno acontecer no começo de março, reta final do inverno europeu, o frio ainda impede a rotina normal dos clubes em terras russas. O brasileiro João Carlos, do Anzhi, conta que o as condições de treino nessa época do ano ainda são ruins e, por isso, o time deixará o país novamente após a rodada do fim de semana.

joão carlos roberto carlos anzhi  (Foto: Arquivo Pessoal)
João Carlos treina no Anzhi (Foto: Arquivo Pessoal)

- Nossa intertemporada foi muito grande, ficamos rodando, fomos para Emirados Árabes, Espanha e Turquia. Vamos jogar com o Dínamo Moscou e depois voltamos para a Turquia, porque as condições de treino ainda não são muito boas. Tem muita neve no campo. Mas está bem melhor do que antes. No fim do ano era até -20°C, hoje é 0°C, -1°C. Para eles já é verão, mas para nós brasileiros, não - afirmou, por telefone.

    A adaptação russa ao calendário do restante do futebol europeu também é vista com bons olhos pelo zagueiro brasileiro.
- Para mim, por exemplo, será bom, porque já joguei em outros campeonatos europeus. Não haverá grande diferença, até porque vai ter que parar no inverno do mesmo jeito. O futebol russo ainda vai crescer muito, com boas contratações, com caras novas. Tenho certeza que até a Copa do Mundo aqui na Rússia haverá muito investimento – projetou o zagueiro do Anzhi, que agora tem como treinador o holandês Guus Hiddink.

Carlos Eduardo comemora gol no Rubin Kazam  (Foto: Reuters)
Carlos Eduardo, meia do Rubin Kazan
(Foto: Reuters)

   Outro que também aposta no crescimento do futebol local nos próximos anos é o meia Carlos Eduardo. Na Rússia desde 2010, o ex-jogador do Grêmio vem acompanhando a evolução do campeonato e crê que o "novo" torneio poderá figurar entre os mais importantes da Europa.
- Estão investindo muito forte. A qualidade do futebol já aumentou bastante, chegaram muitos jogadores estrangeiros. Creio que daqui a algum tempo o Campeonato Russo poderá bater de frente com os outros - apostou o atleta do Rubin Kazan.

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