Despedida agridoce para o Uzbequistão
(FIFA.com) Terça-feira 5 de julho de 2011
Olhos marejados, sorrisos, cabeças erguidas. Bastava observar os 21 jogadores do Uzbequistão saudando o público após a derrota de 2 a 0 para o Uruguai nas quartas de final da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA México 2011 para entender os sentimentos que predominavam no conjunto asiático: um pouco de decepção, muita alegria e uma enorme sensação de orgulho.
"Estou bastante dividido", resumiu o técnico Aleksey Evstafeev em entrevista ao FIFA.com. "Estou triste com o resultado de hoje, mas contente com o nível das atuações da minha seleção ao longo do torneio. Fizemos um bom trabalho. Provamos ao mundo que temos uma ótima equipe. Disse aos jogadores que eles podem ficar orgulhosos de si mesmos, apesar da derrota. Eles merecem ser parabenizados porque fizeram um trabalho fantástico. Quero e vou agradecer a eles."
Os agradecimentos provavelmente serão recíprocos. O treinador uzbeque merece reconhecimento por ter montado uma equipe que superou todas as expectativas em terras astecas. Depois de ter conduzido os seus comandados à final do Campeonato Asiático Sub-16, Evstafeev classificou o grupo às oitavas de final na primeira participação do país em Mundiais — uma façanha inegável.
Dezessete anos depois
"Eu me recuso a dizer que uma parte do sucesso caiba a mim", pondera o simpático treinador do Uzbequistão. "Além disso, para mim foi um belo desempenho, mas não uma realização. Ainda temos muito trabalho pela frente. Gostaria de insistir nos imensos esforços do governo nacional e da federação uzbeque na formação dos nossos jovens e, de maneira geral, no futebol do nosso país. Eles contribuem bastante, então devíamos lutar dentro de campo para retribuir."
"Eu me recuso a dizer que uma parte do sucesso caiba a mim", pondera o simpático treinador do Uzbequistão. "Além disso, para mim foi um belo desempenho, mas não uma realização. Ainda temos muito trabalho pela frente. Gostaria de insistir nos imensos esforços do governo nacional e da federação uzbeque na formação dos nossos jovens e, de maneira geral, no futebol do nosso país. Eles contribuem bastante, então devíamos lutar dentro de campo para retribuir."
O futuro do futebol uzbeque de fato é promissor. O país participou da Copa do Mundo Sub-20 da FIFA em duas oportunidades e seguiu investindo na formação de atletas até a excelente campanha no Mundial Sub-17 deste ano. "É simbólico que os meus jogadores, cuja maioria nasceu em 1994, tenham vindo ao mundo no mesmo ano da última grande vitória do Uzbequistão, nos Jogos Asiáticos", explica Evstafeev."Quero acreditar que existe aí um sinal."
Após a medalha de ouro conquistada em 1994 na primeira participação do Uzbequistão nos Jogos Asiáticos, o país da região central do continente desapareceu das competições internacionais. Agora, com jogadores da qualidade de Abbobesk Makhstaliev, Timur Khakimov e Ganisher Kholmurodov, a nação parece estar pronta para seguir fazendo história no esporte. "Viver um torneio assim traz muita experiência, tanto para os jogadores quanto para a comissão técnica", aponta Evstafeev. "Aprendemos uma enormidade enfrentando o que se faz de melhor no mundo. O futuro do futebol uzbeque está diante de nós."
Coração partido
O povo do Uzbequistão entendeu o recado do treinador e já vibra. Na capital Tashkent, assim como em outras cidades do país, muita gente acompanhou a campanha da seleção sub-17 no México ao vivo pela televisão, apesar das dez horas de diferença no fuso horário. "O país todo estava torcendo por nós, as pessoas não dormiam à noite para ver os jogos e torcer", diz Evstafeev, com um grande sorriso. "Vamos avaliar a dimensão do que realizamos quando voltarmos para casa", completa.
Coração partido
O povo do Uzbequistão entendeu o recado do treinador e já vibra. Na capital Tashkent, assim como em outras cidades do país, muita gente acompanhou a campanha da seleção sub-17 no México ao vivo pela televisão, apesar das dez horas de diferença no fuso horário. "O país todo estava torcendo por nós, as pessoas não dormiam à noite para ver os jogos e torcer", diz Evstafeev, com um grande sorriso. "Vamos avaliar a dimensão do que realizamos quando voltarmos para casa", completa.
O técnico elogiou também o sucesso do torneio mexicano. "Tudo estava à altura do evento para nós: a hospitalidade, a organização, o público e os bons resultados. Vivemos uma experiência incrível. Vamos embora do México com o coração partido." A volta para casa deve ser ainda mais difícil para Evstafeev, que ainda não sabe se este último jogo pela Copa do Mundo Sub-17 da FIFA 2011 não marcará também a sua despedida do comando da seleção.
"Faz quatro anos que trabalho com esses jogadores e, de certa maneira, me considerava pai deles", explica o treinador. "Isso torna as coisas ainda mais fortes. Mas hoje não sei o que vai acontecer, nem comigo e nem com eles. Ainda estou sob o golpe da derrota e não consigo pensar no amanhã." Pelo talento que Evstafeev e a sua equipe mostraram no México, o amanhã se anuncia brilhante.








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