Postagens populares

domingo, 3 de julho de 2011

Seleção tropeça e só empata na estreia

(Gazeta Press) Domingo 3 de julho de 2011

Seleção tropeça e só empata na estreia
  Depois do empate da anfitriã Argentina com a Bolívia no jogo inaugural do torneio, o Estádio Ciudad de La Plata foi palco da segunda grande surpresa da Copa América 2011. A Seleção Brasileira decepcionou em sua estreia pelo Grupo B da competição e ficou num morno 0 a 0 com a Venezuela na tarde deste domingo.
Recebido em La Plata com gritos de "campeão", o Brasil teve problemas para lidar com a marcação venezuelana e não teve precisão para aproveitar as oportunidades de gol que criou, sobretudo no primeiro tempo. A chance de recuperação da equipe de Mano Menezes será no próximo sábado, contra o Paraguai, em Córdoba. Já a Venezuela enfrenta o Equador em Salta.
  O jogo - Aos gritos de "o campeão chegou", o Brasil entrou em campo mostrando toque de bola envolvente e chegou bem ao ataque em diversas oportunidades ao longo do primeiro tempo. Na melhor delas, em boa subida pela direita, Daniel Alves lançou Alexandre Pato, responsável pela maioria das jogadas de ataque da equipe. O atacante do Milan girou bem e acertou a trave na finalização. Na sequência do lance, um momento inusitado: um cachorro invadiu o gramado, paralisando o jogo por alguns minutos.
  O Brasil ainda criou outra boa oportunidade antes do intervalo. Aos 38 minutos, Robinho recebeu bela assistência de Ganso, entrou na área e bateu cruzado, na saída do goleiro Renny Veja, mas Vizcarrongo deslizou na grama para tirar com o ombro antes que a bola cruzasse a linha.
  O jogo teve seu momento mais tenso justamente no intervalo. Irritado com a postura de Neymar, o técnico da seleção venezuelana Cesar Farías decidiu tomar satisfação com o atacante do Santos no trajeto até os vestiários e Mano Menezes apareceu para defender o jogador, dando início a uma confusão. "Ele não tem o direito de falar com o meu jogador. Eu falo com o Neymar, ele não", disse Mano após a partida.
  O incidente não acirrou os ânimos da equipe em campo, entretanto. Apático, o time deu mais espaços para a Venezuela atacar e criou menos no ataque do que na etapa inicial, forçando Mano a fazer a alteração do duelo: Robinho saiu de campo vaiado para a entrada de Fred, enquanto a torcida pedia por Lucas, do São Paulo.
  Aos 30 minutos, Lucas de fato entrou em campo, ao lado de Elano, nas vagas de Alexandre Pato e Ramires, respectivamente, mas de nada adiantou. O Brasil não foi mais ameaçado, mas também não incomodou a Venezuela.
  "O time se comportou bem, criamos várias chances de gol e infelizmente não conseguimos converter. Temos que aprimorar as finalizações para que iss não aconteça nos próximos jogos", analisou Neymar após a partida.

Uruguai é o primeiro nas semifinais


Uruguai é o primeiro nas semifinais
  O Uzbequistão foi uma das surpresas da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA 2011, mas o Uruguai não quis saber de ver o rival asiático estendendo sua campanha no México. Neste domingo, a Celeste fez valer a força de sua camisa em Monterrey e a boa fase por que passa o futebol do país em geral para alcançar a semifinal do torneio.
Primeiro tempo
  Os primeiros cinco minutos apresentaram duas chances claras de gol para ambas as equipes. A primeira veio aos 3 minutos, com o Uzbequistão, em ótima enfiada de bola de Kholmurod Kholmurodov pelo centro de campo, encontrando Abbosbek Makhstaliev livre na área. O atacante girou rapidamente, mas acabou chutando fraco, para a defesa do goleiro. Aos 4 minutos, o Uruguai respondeu com uma arrancada de Elbio Álvarez pela faixa direita de campo. Ele deixou os defensores para trás e chutou cruzado, rasteiro, mas também sem muita força.
  A partir daí, as equipes desaceleraram, com um excesso de cautela em campo, talvez pela pressão ou ansiedade de estar tão perto da final, estudando muito o adversário. Aos poucos, o Uruguai foi tomando conta da posse de bola, investindo em tentativas de infiltração na área pelo chão ou em bolas alçadas, tentando povoar o campo ofensivo.
  Aos 28 minutos, então, saiu o primeiro gol. Depois de uma bola longa para a área uzbeque, Santiago Charamoni fez um ótimo domínio com o peito, ajeitou seu corpo com rapidez, e tocou, sem deixar a bola cair, com o pé esquerdo no canto direito para fazer um gol de muita categoria.

O Uzbequistão ainda teve duas chances boas até o fim da primeira etapa, com o meia Makhstaliev. Em duas ocasiões, ele contou com uma falha de posicionamento da defesa sul-americana, e, completamente livre na área, errou uma cabeçada para fora, e, depois, pediu uma boa defesa de Jonathan Cubero em chute com efeito.
Segundo tempoNa volta do intervalo, a equipe asiática não demonstrou o poder de reação esperado, para uma equipe que havia liderado o Grupo D, à frente de Estados Unidos e República Tcheca, e havia goleado a Austrália por 4 a 0 na fase de quartas de final.
No fim, foi o Uruguai que passou mais tempo no campo de ataque, com uma movimentação de bola mais refinada. E foi com uma troca de passes que o time chegou ao segundo gol, encontrando o atacante Rodrigo Aguirre no centro da área. Ele dominou, puxou para a perna esquerda e chutou forte, com a parte interna do pé, sem chances de defesa.
Ainda deu tempo para a Celeste perder um pênalti aos 76 minutos, com Guillermo Méndez. Em sua primeira jogada, depois de sair do banco de reservas, o meia-atacante tentou o drible na área, à esquerda, e foi derrubado por Muhsinjon Ubaydullaev. Ele, mesmo, bateu, mas o goleiro Ganisher Kholmurodov fez a defesa no canto esquerdo.

O que vem por aí
O Uruguai vai enfrentar nas semifinais o vencedor do confronto entre Brasil e Japão, que será disputado neste domingo em Querétaro.

Marta desequilibra, e Brasil vai às quartas

Marta desequilibra, e Brasil vai às quartas
  Após uma estreia apagada na Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011, para seus exigentes padrões, claro, a estrela Marta entrou em cena neste domingo e desequilibrou. Em um clássico diante das Noruega, ela comandou a vitória brasileira por 3 a 0, simplesmente com três grandes jogadas em Wolfsburgo, garantindo a classificação para as quartas de final.
Primeiro tempo
  Debaixo de uma chuva que durou todo o dia na cidade alemã, a Noruega, com diversas alterações em sua escalação, mandava no jogo, deixando a Seleção Brasileira acuada em seu campo de defesa, e a torcida gostava, já que a meia Leni Larsen Kauring joga para o Wolfsburg. Minutos mais tarde, porém, os espectadores tiveram de fazer reverência ao talento de Marta.
  Para alterar o que se via no campo escorregadio, a jogadora apontada como a melhor do mundo por cinco anos consecutivos em eleição promovida pela FIFA aconteceu balançou a rede aos 22 minutos, em um lance típico de sua genialidade. Ela recebeu um lançamento de Érika e partiu para cima da defensora Maren Mjelde, deu três pedaladas por cima da bola, deixou a sua marcadora desconcertada no chão e bateu para anotar um belíssimo gol.
  A Noruega só ameaçava a meta brasileira no jogo aéreo. Por outro lado, a Seleção se mostrava perigosa devido à iniciativa individual de suas atletas. Aos 42 minutos, Rosana recuperou uma bola dividida no meio-campo e bateu de primeira para o gol, para bela defesa de Ingrid Hjelmseth, que espalmou por cima do gol.
Segundo tempo
  Com um recomeço de jogo fulminante, o Brasil definiu sua classificação às quartas, mais uma vez com lances brilhantes de Marta. Aos 46 minutos, ela desmontou a defesa norueguesa com uma série de dribles pela ponta e deu o passe para Rosana ampliar. Um minuto depois, em um recuo infeliz para a goleira Hjelmseth, a atacante Cristiane foi perseverante, roubou a bola e chutou em cima da zaga. No rebote, Marta apareceu para resolver, limpando o lance e chutando rasteiro para marcar o 3 a 0.
  A técnica Eli Landsem procurou agitar sua seleção com três alterações, a equipe até ganhou rendimento, foi bem mais uma vez no jogo aéreo, mas não conseguiu superar a defesa brasileira.
O que vem por aí
  Com seis pontos, o Brasil lidera o Grupo D e vai enfrentar a Guiné Equatorial na próxima rodada, no dia 6 de julho, em Frankfurt, para tentar garantir a liderança. Com três pontos, Noruega e Austrália disputam a segunda vaga em um confronto direto.

Brincadeira de criança para Rapinoe

(FIFA.com) Domingo 3 de julho de 2011
Brincadeira de criança para Rapinoe
  Depois que os Estados Unidos golearam a Colômbia por 3 a 0 pelo Grupo C da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011 no último sábado, a meio-campista americana Megan Rapinoe vagava pelo gramado da Arena Rhein-Necker de Sinsheim contemplando o cenário já vazio de uma partida que para ela será inesquecível: foi ali que a camisa 15 marcou o seu primeiro gol em Mundiais Femininos.
  E não foi um gol qualquer. Pinoe, como é carinhosamente chamada pelas companheiras, estufou a rede colombiana apenas cinco minutos depois de entrar em campo, no comecinho do segundo tempo. Além de bonito, o tento ampliou a vantagem das meninas comandadas pela técnica Pia Sundhage num momento em que as sul-americanas ainda conseguiam segurar as investidas adversárias.
Rápida no gatilho   Depois de cobrar lateral pela esquerda, Rapinoe correu para receber a bola de Lauren Cheney na entrada da área, ajeitou para o pé direito e mandou um petardo no ângulo da goleira colombiana Sandra Sepúlveda. "Sempre tenho vontade de fazer gols, pouco importa que seja no primeiro ou no último minuto", explica a simpática americana ao FIFA.com. "Tenho mentalidade de atacante", sorri.
  Na história da Copa do Mundo Feminina da FIFA, o gol da meio-campista dos Estados Unidos foi o segundo mais rápido a sair dos pés de uma jogadora vinda do banco. O recorde pertence à alemã Pia Wunderlich, que marcou o terceiro do seu país três minutos depois de entrar em campo na goleada de 7 a 1 sobre a Rússia em 2003. "A Pia (Sundhage) me pediu que levasse um pouco de brilho e que participasse ativamente do jogo", conta Rapinoe. "Acho que fiz isso muito bem."
  A avaliação esconde uma certa modéstia. Além de chamar a atenção pelos cabelos curtos e platinados, a atleta do magicJack se destacou por uma atuação brilhante e apaixonada em Sinsheim. Pouco depois de anotar o segundo gol da sua equipe, ela concluiu uma jogada que explodiu no travessão colombiano. "Adoro chutar a gol e tentar a sorte de longe, principalmente com as bolas que temos aqui, que são fantásticas", explica a loirinha. "A gente só precisa bater certo e com força que elas entram sozinhas — um verdadeiro pesadelo para as goleiras."
  Mas a atleta não esquece que foi ela quem dobrou a vantagem americana, e não a pelota oficial da Alemanha 2011. "Foi o meu primeiro gol em uma Copa do Mundo e posso garantir a você que não existe sensação melhor para uma jogadora do que fazer um gol pelo seu país em uma competição como essa", diz Rapinoe. "Estou nas nuvens!", completa, tranquila e radiante.
Born in USA
  O orgulho patriótico da californiana ganhou impulso com a presença expressiva de compatriotas no estádio, muitos deles vindos das bases militares dos Estados Unidos instaladas na região. Para comemorar o seu gol, Rapinoe correu junto à arquibancada forrada de bandeiras americanas, agarrou um dos microfones que ficam na lateral do campo e soltou o refrão de um clássico da música do seu país: Born in USA, do cantor Bruce Springsteen.
  O show não foi completamente improvisado, conforme a meio-campista explicou, e é uma boa prova da confiança com que a equipe de Pia Sundhage chegou à Alemanha. Enquanto a maioria dos selecionados se pergunta como marcar gols, as americanas pensam na maneira de comemorá-los. "Conversamos sobre isso e mencionei aquelas coisas grandes e fofas que a gente costuma chutar do caminho antes de bater um escanteio, e concordamos que seria divertido usar um deles para inovar nas nossas comemorações", revela.
  A expressão marota de Rapinoe lembra a todo instante que o esporte mais popular do planeta pode continuar sendo uma brincadeira de criança. "A espontaneidade e o senso de improviso dentro de campo vêm do futebol de rua que eu jogava quando pequena", explica a jogadora, acordando do seu sonho de menina com os gritos da comissão técnica americana, que a esperava para deixar o palco do seu momento de glória.

Duelo tricolor por uma vaga na semifinal

Duelo tricolor por uma vaga na semifinal
  O Estádio Hidalgo de Pachuca receberá nesta segunda-feira um confronto entre México e França com ar de repeteco pelas quartas de final da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA 2011. As duas seleções tricolores se enfrentaram poucos dias antes do início da competição em um jogo preparatório que terminou empatado em 2 a 2. Desta vez, porém, o encontro não terá nada de amistoso, já que dele sairá obrigatoriamente um vencedor.
O jogoFrança x México, Pachuca, segunda-feira, 4 de julho, 20h (horário de Brasília)
Em cena  A seleção da França, capaz do melhor (vitórias sobre a Argentina por 3 a 0 e sobre a Costa do Marfim por 3 a 2) e do pior (dois empates em 1 a 1 com Japão e Jamaica), está pecando pela clara irregularidade em terras astecas. Além disso, salta à vista que o conjunto funciona bem menos quando as suas peças-chaves não jogam. Todos esses atletas foram escalados com sucesso contra os marfinenses e, por isso, poderiam sentir o cansaço agora, no compromisso contra o México. Além disso, os jovens franceses terão de se virar sem a presença de um dos pilares do grupo, o atacante Lenny Nangis, suspenso por expulsão.
  Já o México em princípio não sofre dos mesmos males que o adversário. A seleção anfitriã, idolatrada pelo fantástico público local, vem arrasando tudo que encontra pelo caminho, acumulando vitórias e confiança na mesma proporção. O país-sede soma quatro triunfos no mesmo número de partidas. O último selecionado que parou os mexicanos foi precisamente a França, no amistoso já mencionado. Será que as lembranças do jogo serão suficientes para fazer os donos da casa hesitarem?
O número
1
— Na história da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA, França e México foram os únicos campeões a terem perdido uma partida na campanha do título. O México caiu diante da Turquia por 2 a 1 no Peru 2005, enquanto a França foi derrotada pela Nigéria pelo mesmo placar em Trinidad e Tobago 2001.
O que eles disseram  "É uma grande honra jogar contra o México nas quartas de final. Em princípio, deve ser um grande jogo. Vamos dar o nosso melhor. É evidente que será uma partida muito complicada, mas não tem sentido falar em revanche."
Patrick Gonfalone, técnico da França
  "Faz pouco tempo que enfrentamos os franceses em um amistoso em Veracruz e eles fizeram uma bela partida. Acho que desta vez estaremos frente a frente com um conjunto muito melhor do que aquele, um grupo cheio de confiança. Para superá-lo, vamos precisar manter a bola no chão, jogar com muita velocidade e ter paciência."
Carlos Fierro, atacante do México

Sem medo da temível Alemanha

(FIFA.com) Sábado 2 de julho de 2011

Sem medo da temível Alemanha
  Apesar de ter pela frente nas quartas de final a temível Alemanha, o plantel da seleção inglesa sub-17 demonstra grande tranquilidade e autoconfiança às vésperas do clássico europeu. "Acreditamos que podemos bater qualquer adversário neste torneio", avalia com otimismo Adam Morgan, destaque das categorias de base do Liverpool. "Não conseguimos imaginar uma derrota neste momento", prossegue o atacante, que conversou com o FIFA.com após marcar o seu gol na decisão por pênaltis contra a Argentina em Pachuca.

   A vitória pelas oitavas diante da Alviceleste representou um momento importante para os jogadores. "Tenho lembranças de assistir a jogos de Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina quando era mais novo", destaca Morgan. "Consigo me lembrar do golaço de Michael Owen em 1998 e do pênalti de David Beckham em 2002. Fazer parte desta rivalidade em uma Copa do Mundo é algo muito especial."
  O jogador do Liverpool não é o único a destacar a importância histórica da vitória sobre o selecionado sul-americano. "Derrotar a Argentina traz uma sensação muito boa", entusiasma-se o zagueiro e capitão Nathaniel Chalobah, que atua nas divisões de base do Chelsea. "Não fiquei nem um pouco nervoso", prossegue, referindo-se ao pênalti decisivo que classificou o país para enfrentar outro rival bastante conhecido nas quartas de final.
Acreditamos que podemos bater qualquer adversário neste torneio.

Sempre especiais
  
Os ingleses que compõem o elenco sub-17 são jovens demais para terem assistido a alguns dos maiores confrontos da história entre Inglaterra e Alemanha, como a polêmica final de Wembley em 1966 e as semifinais da Itália 1990 e da Euro 1996. Porém, ainda estão vivas as lembranças da goleada sofrida nas oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA 2010. "Eles são a Alemanha, nós somos a Inglaterra, e os jogos entre nós são sempre especiais", destaca Morgan.
  Na categoria sub-17, o retrospecto recente também não é dos melhores para os ingleses, que há quatro anos perderam dos alemães justamente nas quartas de final por 4 a 1. "Parece que sempre enfrentamos a Alemanha em torneios como este", destaca o técnico John Peacock.
Máquina de gols
  
No México 2011, a Alemanha vem sendo uma máquina de fazer gols. No caminho rumo ao primeiro título mundial da categoria, os germânicos marcaram 15 gols e sofreram apenas um em quatro jogos. Parecem invencíveis, mas não para os ambiciosos ingleses, que vêm crescendo aos poucos na competição depois de um começo pouco convincente contra Ruanda e Canadá.

   O determinado Morgan e o orgulhoso capitão Chalobah acreditam que a Inglaterra tem força ofensiva suficiente para causar problemas à Alemanha. "Temos jogadores como Raheem (Sterling) e Hallam (Hope) e jogamos com muita velocidade pelas pontas", descreve o dono da braçadeira. "Se tivermos um bom desempenho como equipe, temos certeza de que marcaremos gols."

Astros em formação
   Sterling, do Liverpool, e Hope, do rival Everton, são dois jovens de grande potencial. Típico ponta veloz e sensação do Youtube, Sterling aterrorizou a defesa argentina durante todo o jogo e marcou o seu segundo gol no torneio. Hope, apesar de ter perdido algumas chances nos três jogos da Inglaterra que disputou, já balançou as redes uma vez e deu uma assistência.

   A força ofensiva inglesa é tanta, com gols de seis jogadores diferentes em quatro jogos, que o técnico ainda não conseguiu definir um ataque titular. "Temos diversos ponteiros e atacantes que podem causar estragos", afirma Morgan, autor de um gol contra o Canadá.

   Neste dia 4 de julho, no Estádio Hidalgo, saberemos se a enorme confiança inglesa é para valer ou somente um exagero da juventude. O capitão Chalobah, com uma tranquilidade de veterano, tem a última palavra. "Os alemães não vão ser fáceis, mas somos uma equipe resistente e unida. Se jogarmos da maneira que estamos jogando, tudo será possível."

sábado, 2 de julho de 2011

Mais que apenas um jogo

(FIFA.com) Sexta-feira 1 de julho de 2011
FIFA.com
Mais que apenas um jogo
  Uma partida entre Alemanha e Inglaterra costuma ser um dos pontos altos de qualquer torneio. Podemos nos recordar dos importantes confrontos de 1966, 1990, 1996 ou 2010. Antes de um jogo entre essas seleções, é inevitável que nos lembremos do polêmico gol em Wembley em 1966, das disputas por pênaltis na semifinal da Copa do Mundo da FIFA 1990 e novamente na Euro 1996, quando os ingleses foram derrotados em casa, e também da incrível goleada dos alemães por 4 a 1 na África do Sul 2010.
  Na próxima segunda-feira, esse duelo ganhará mais um capítulo, já que os dois países se enfrentarão na Copa do Mundo Sub-17 da FIFA México 2011. "O jogo é especial", comentou o técnico alemão Steffen Freund, que, aliás, atuou no Tottenham entre 1998 e 2003. "É um confronto entre duas grandes nações do futebol. Também fico contente pessoalmente, porque joguei na Inglaterra durante cinco anos."
Segundo duelo no Sub-17
  Ao todo, as seleções principais de Alemanha e Inglaterra já se enfrentaram 32 vezes. O saldo é de 11 vitórias dos alemães, 15 dos ingleses e seis empates. Além disso, o English Team marcou 67 gols, enquanto a Nationalelf balançou as redes apenas 41 vezes. As equipes sub-17 dos dois países também já ficaram frente a frente. Na Coreia do Sul 2007, o selecionado germânico levou a melhor nas quartas de final e venceu por 4 a 1.
  Até o intervalo daquela partida, ninguém havia ainda aberto o marcador, mas, aos cinco minutos do segundo tempo, Sebastian Rudy anotou o primeiro gol, seguido de Richard Sutuka e Dennis Dowidat, além de Toni Kroos, que acabou sendo escolhido o melhor jogador do torneio. Rhys Murphy descontou para a Inglaterra quando o placar já estava 2 a 0.
  "A derrota nos deixa desconsolados", comentou o autor do gol de honra inglês após o apito final. Já o então técnico alemão Heiko Herrlich estava absolutamente satisfeito. "Conseguimos formar um conjunto compacto tanto dentro quanto fora de campo", afirmou o treinador. "A nossa equipe é comparável a uma máquina na qual todas as engrenagens funcionam perfeitamente."
  A Alemanha acabou sendo eliminada na fase seguinte ao perder da Nigéria por 3 a 1 na semifinal, mas acabou conseguindo a terceira colocação após vencer Gana por 2 a 1 na disputa do bronze.
Um verdadeiro clássico
  Desde então, a Alemanha tem um novo técnico, Steffen Freund, enquanto os ingleses continuaram sob o comando de John Peacock. "Claro que foi doloroso perder a partida", afirmou o treinador há quatro anos. "Os confrontos entre Alemanha e Inglaterra são sempre algo especial, e cair nessa fase é sempre difícil."
  Agora, teremos mais uma disputa de quartas de final entre os dois velhos rivais. "Parece que sempre nos deparamos com a Alemanha nestes torneios", continuou Peacock. "Em 2007, fomos derrotados, e por isso estou com ainda mais vontade de vencer agora. A maioria dos jogos entre alemães e ingleses costuma ser equilibrada e com placares próximos. Sem dúvidas, estaremos preparados. Temos pela frente um verdadeiro clássico."
Uma data especial
  Na segunda-feira, 4 de julho, quando for dado o pontapé inicial no Estádio Morelos, não veremos apenas a disputa de uma partida de futebol, e sim mais um capítulo de uma longa rivalidade.
  A data aliás, é simbólica para a seleção alemã. Em 4 de julho de 1954, a Alemanha conquistou o seu primeiro título mundial ao derrotar a Hungria por 3 a 2 e, na mesma data em 1990, superou a Inglaterra na disputa por pênaltis na semifinal da Copa do Mundo da FIFA.
  Mas os alemães não são imbatíveis nessa data. Em 2006, o país perdeu por 2 a 0 da Itália também no dia 4 de julho. Não é possível adivinhar como será a continuidade do histórico de confrontos entre as duas seleções europeias, mas já podemos prever que a partida será emocionante.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Muita reflexão antes da contratação

(FIFA.com) Sexta-feira 1 de julho de 2011
David de Gea
  Após a movimentação de nomes badalados na abertura da janela de transferências do verão europeu, a temperatura baixou e os clubes estão pensando um pouco mais na hora de reforçar o elenco. Nenhuma negociação sacudiu os alicerces do planeta bola nas últimas semanas, mas o FIFA.com acompanhou o mercado de perto e traz agora o balanço das mais recentes contratações.
  Na Inglaterra, o Manchester United se despediu do goleiro Edwin van der Sar, que pendurou as luvas aos 40 anos. Para substituí-lo, Alex Ferguson foi atrás do jovem arqueiro do Atlético de Madri e da seleção espanhola campeã europeia sub-21 David de Gea (20 anos), que não era nem nascido quando o técnico escocês assumiu o comando da equipe. Já o atacante Ashley Young tinha um ano naquela época e agora chega aos
Ashley Young
"diabos vermelhos" vindo do Aston Villa, para a alegria do companheiro de seleção inglesa Wayne Rooney, que, no dia em que o negócio foi fechado, disse na sua conta do Twitter estar "ansioso" pelas assistências do novo parceiro.
  Do outro lado do Canal da Mancha, o campeão francês Lille se reforçou nas mesmas posições com o goleiro nigeriano Vincent Enyeama, do Hapoel Tel Aviv, e o meia ofensivo Dimitri Payet, do Saint-Etienne. Além disso, o clube compensou a saída de Adil Rami para o Valencia com a contratação do montenegrino Marko Basa, que estava no Lokomotiv de Moscou. 

  Vencedor em 2010 e vice este ano, o Olympique de Marselha está fazendo de tudo para recuperar o título. Em uma semana, o time acertou com o zagueiro Nicolas Nkoulou, do Monaco, o lateral esquerdo Jérémy Morel, do Lorient, e o volante Alou Diarra, capitão do Bordeaux e da seleção francesa.
Nicolas NkoulouAlou Diarra e Jérémy Morel
  As ambições serão mais modestas para Dijon e Ajaccio, recém-promovidos, mas o investimento, pelo menos no caso do primeiro, tem sido audacioso. O Dijon aposta na experiência do zagueiro marfinense Abdoulaye Meïté, que passou seis temporadas no Marselha antes de defender os ingleses Bolton e West Bromwich, e no lateral Cédric Varrault, que após uma aventura no futebol grego está de volta à França, onde disputou mais de 200 jogos pelo Nice e quase cem com o Saint-Etienne.
  Este último, aliás, também repatriou um ex-jogador da Ligue 1, Florent Sinama-Pongolle, que não conseguiu se firmar durante o período de empréstimo ao Sporting de Lisboa. O Toulouse, por fim, tentará esquecer a péssima temporada dos seus atacantes com a chegada do sérvio Pavle Ninkov, do Estrela Vemelha, e do turco Umut Bulut, autor de 67 gols em cinco anos no Trabzonspor.
  A Turquia será justamente a nova casa do zagueiro tcheco Tomas Ujfalusi, de saída do Atlético de Madri para o Galatasaray, assim como do meia paraguaio Cristian Riveros, que fechou com o Kayserispor após uma temporada no Sunderland. Ele talvez pegue o mesmo avião do goleiro Scott Carson, cujas três temporadas na Premier League inglesa com a camisa do West Bromwich o levam agora para o Bursaspor. Halil Altintop, por sua vez, está acostumado a defender a seleção turca desde 2004, mas o campeonato nacional será novidade para ele, que está de malas prontas para desembarcar no Trabzonspor após dez anos na Alemanha, o último deles com as cores do Frankfurt.
Torcedores do Málaga
  O irmão de Halil, Hamit Altintop, novo meia do Real Madrid, disputará um Campeonato Espanhol no qual o Málaga promete incomodar. Após já ter tido o elenco reforçado nos últimos meses, o técnico Manuel Pellegrini ganhou o volante francês Jérémy Toulalan, que deixou o Lyon após cinco temporadas e dois títulos da liga francesa, o zagueiro do Sevilla e da seleção espanhola Sergio Sánchez e o meia Joaquín, destaque do Valencia após um início de carreira no Betis. O clube alviverde, aliás, está de volta à elite da Liga e, para não cair novamente, obteve o empréstimo do equatoriano Jefferson Montero junto ao Villarreal. No desembarque internacional do futebol espanhol, encontramos o mexicano Hector Moreno, que trocou o holandês AZ Alkmaar pelo Espanyol, e o português Sílvio, recém-chegado ao Atlético de Madri após uma bela temporada no Braga.
  Ao mesmo tempo em que se despede do lateral, Portugal dá as boas-vindas ao zagueiro americano Oguchi Onyewu, emprestado ao Sporting pelo Milan. Campeão italiano, os time rossonero investiu no jovem meia ofensivo Stephan El Shaarawy, do Genoa, de olho no futuro. O Genoa, por sua vez, contratou o guineano Kévin Constant, do Chievo, assim como o argentino Lucas Pratto e o chileno Cristobal Jorquera, ambos procedentes do Chile, onde defendiam Universidad Católica e Colo Colo respectivamente.
  A Fiorentina também foi às compras na América do Sul e voltou com o brasileiro Rômulo, do Cruzeiro. Em contrapartida, liberou o meio-campista Marco Donadel para o Napoli e o impetuoso atacante romeno Adrian Mutu para o Cesena, o seu sexto clube italiano após passagens por Inter de Milão, Verona, Parma, Juventus e, finalmente, Fiorentina. A Juve assinou com o suíço Stephan Lichtsteiner, enquanto o compatriota Blerim Dzemaili trocou o Parma pelo Napoli.
  Já o lateral esquerdo da Azzurra Domenico Criscito está enfim de saída da Serie A, após um início de carreira em que fez duas idas e voltas entre a Juventus e o Genoa. O próximo desafio será com a camisa do Zenit. Outro que também deixa a Itália para aportar nos gramados russos é o atacante da Inter de Milão Victor Obinna, novo jogador do Lokomotiv de Moscou. O trio africano rumo ao leste europeu é completado pelo também nigeriano Lukman Haruna e pelo ganês Derek Boateng, que se despedem de Monaco e Getafe para se aventurarem na Ucrânia sob as cores do Dínamo de Kiev e do Dniepropetrovsk respectivamente.
  O nosso giro pelo mundo termina na América do Norte, onde, além da transferência de DaMarcus Beasley para o mexicano Puebla e do acerto de Dwayne De Rosario (New York) e Brandon McDonald (San José) com o DC United, o Toronto Impact conseguiu convencer o alemão Torsten Frings a voltar atrás na decisão de pendurar as chuteiras. Aos 34 anos, o ex-capitão do Werder Bremen disputará a Major League Soccer após 17 temporadas de carreira no seu país, onde atuou também por Borussia Dortmund e Bayern de Munique.

As estrelas estão na Argentina

(FIFA.com) Sexta-feira 1 de julho de 2011

As estrelas estão na Argentina
  Com os clubes em período de férias na Europa e em boa parte do mundo, um bocado de torcedores teme por um tempo de síndrome de abstinência, sentindo falta de ver em campo os grandes craques do mundo do futebol. Pois neste mês de julho não será bem assim, já que muita gente que brilhou intensamente nos últimos meses estará em plena ação durante a Copa América, que tem início neste dia primeiro de julho, na Argentina.

   Constatar isso não é nada difícil. Basta começar olhando a convocação de Sergio Batista para a anfitriã Argentina, cuja linha de ataque parece interminável, com gente como Ángel Di Maria, Carlos Tévez, artilheiro da Premier League 2010/11 com 20 gols ao lado do búlgaro Dimitar Berbatov, e, claro, o vencedor do FIFA Ballon d’Or 2010 e artilheiro da Liga dos Campeões da UEFA com o campeoníssimo Barcelona, Lionel Messi – alguém que, a despeito do sucesso gigantesco, ainda gera reticências entre os torcedores da albiceleste.

   “Messi deveria ter outro tipo de reconhecimento por tudo o que faz pela equipe, mas acho que ele vai conquistar isso dentro de campo”, garantiu Batista em entrevista às vésperas da estreia dos argentinos, na sexta-feira, diante da Bolívia. “Acho que ele vai fazer uma grande Copa América.”

Artilheiro de todo jeito
   E a lista de goleadores de grandes torneios que estarão defendendo seus países na disputa sul-americana ainda vai mais longe. Na Colômbia, por exemplo, não são poucas as esperanças depositadas em dois nomes fundamentais da brilhante campanha do FC Porto rumo ao título invicto do Campeonato Português, mais a Taça de Portugal e a UEFA Europa League: o meio-campista Fredy Guarín e o artilheiro da UEFA Europa League, Radamel Falcao Garcia. “É impossível não reconhecer o valor de Falcao”, diz o técnico colombiano Hernán Gómez. “É um atacante letal e efetivo, que marca diante da mínima oportunidade que tenha.”

   O que dizer, então, de uma seleção uruguaia que tem não apenas um, mas três nomes de peso em seu ataque? Os semifinalistas da Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010 continuam contando muito com o talento do Bola de Ouro adidas Diego Forlán, mas, desde a campanha histórica do ano passado, assistiram ao desenvolvimento de Luis Suarez, que se transferiu para o Liverpool, e sobretudo de Edinson Cavani – que anotou nada menos do que 26 gols na brilhante campanha do Napoli rumo à terceira colocação da Serie A italiana na temporada que acaba de se encerrar.

   Além de reviver a mística do Uruguai, a Copa do Mundo da FIFA serviu para ratificar o potencial de duas outras equipes sul-americanas: o Chile e o Paraguai. E, depois do Mundial, também os grandes nomes dessas seleções continuaram fazendo bonito mundo afora. O chileno Alexis Sánchez, por exemplo, foi uma das estrelas de outra surpresa da Serie A italiana, a Udinese. O baixinho anotou 12 gols e ajudou um bocado para que seu companheiro Antonio Di Natale se tornasse o artilheiro do campeonato. Agora, é a vez de fazer isso com a camisa da seleção chilena, sob o comando de Claudio Borghi.

   Da mesma forma, o Paraguai – que por pouco não eliminou a campeã mundial Espanha nas quartas de final da África do Sul 2010 – manteve intacta a base daquela equipe e ainda viu seu artilheiro Lucas Barrios evoluir ainda mais na última temporada da Bundesliga, em que foi o artilheiro do campeão Borussia Dortmund, marcando 16 gols.

Favoritos ou não, com craques

  O Brasil, por natureza um celeiro repleto de estrelas, vem passando por um momento de reformulação sob o comando do técnico Mano Menezes, que disputa na Argentina sua primeira competição oficial à frente da Seleção. Portanto, ao lado de gente que participou do ciclo que culminou com a África do Sul 2010 – como Daniel Alves, Lúcio, Robinho e Júlio César -, o treinador aposta muitas de suas fichas numa nova geração que tem como grandes expoentes Alexandre Pato, Paulo Henrique Ganso e, cada dia mais e mais, Neymar. Só neste último semestre, o santista foi artilheiro e grande destaque do Sul-Americano Sub-20 com o Brasil, levou o Santos aos títulos do Campeonato Paulista e da Copa Libertadores da América e, com isso, virou titular e peça fundamental da Seleção principal.

  Isso tudo apenas aos 19 anos. O que leva Mano Menezes a pedir calma. “A Seleção não depende do Neymar tanto quanto o Santos. Temos jogadores de alto nível capazes de compartilhar essa responsabilidade. Não tenho a preocupação de ele não ser na Seleção o que vem sendo no Santos.”

   Mas, para além disso, dos nomes mais evidentes, onde quer que se olhe na Copa América é possível encontrar uma peça de destaque. O México, mesmo enviando uma equipe alternativa, porque acaba de disputar a Copa Ouro, tem em seus quadros Giovani dos Santos. A Venezuela vê seu futebol caminhar a passos largos, e o principal exemplo desse desenvolvimento é José Salomón Rondon, autor de 14 gols na liga espanhola 2010-11 pelo Málaga. O Equador tem a habilidade do ponteiro do Manchester United Luis Antonio Valencia... Quem estiver sentindo falta dos grandes nomes que movimentaram a última temporada já sabe bem para onde olhar nas próximas três semanas.

Saudações aos pensadores da bola

(FIFA.com) Sexta-feira 1 de julho de 2011
  Tem torneio que começa e outros que já estão pegando fogo. E, seja lá qual for a etapa, a Copa América, o Campeonato Brasileiro e as Copas do Mundo Feminina e Sub-17 da FIFA estiveram no centro das atenções dos fanáticos por futebol nos últimos dias. As frases marcantes foram muitas, e o FIFA.com aproveita para fazer um resumo dos acontecimentos mais importantes através das declarações dos personagens mais importantes. Confira abaixo:
  “Usar a camisa 9 é uma honra, foi de grandes jogadores, principalmente do meu ídolo Ronaldo e agora chegou a minha hora. Estou feliz de jogar um campeonato inteiro pela seleção. O professor me passa confiança e é hora de retribuir a ele", Alexandre Pato, titular do ataque da Seleção Brasileira
  “Messi deveria ter outro tipo de reconhecimento por tudo o que faz pela equipe, mas acho que ele vai conquistar isso dentro de campo. Acho que ele vai fazer uma grande Copa América”, Sergio Batista, técnico da Argentina sobre sua principal estrela
  "Deve ter sido um golpe muito duro para os argentinos. Mas, agora, só serve para as estatísticas. Eles vão querer ganhar tanto pelos três pontos quanto pelo que aconteceu naquele dia. Espero que estejamos à altura”, Ronald Raldes, ao FIFA.com, lembrando da goleada de 6 a 1 imposta pela Bolívia sobre a Argentina nas eliminatórias para 2010.
  "Essa Copa do Mundo será muito equilibrada. Nós sabíamos da capacidade da Austrália e também de que o jogo seria pegado. De repente o pessoal pensa que dentro de campo o jogo será molezinha, mas não é não", Cristiane, atacante da Seleção Brasileira após a vitória na estreia do Mundial Feminino.
  “Vocês sempre duvidam disso, mas a resposta vem dentro de campo. Em sete meses, tivemos apenas uma derrota. Sofremos alguns gols no Carioca, poucos no Brasileiro. Essa é minha resposta”, Ronaldinho Gaúcho, em relação às críticas que havia recebido antes de voltar a se destacar no Flamengo.
  “Não podemos iludir nossos torcedores. Conseguimos algumas vitórias aos trancos e barrancos, mas temos de colocar os pés no chão e voltar à nossa realidade, porque estamos fora dela”, Dagoberto, atacante do São Paulo, após a goleada de 5 a 0 para o Corinthians.
  “Por mais que eu queira seguir, o corpo não deixa. Encerro hoje minha carreira como jogador de futebol profissional por problemas físicos”, Belletti, explicando os motivos de sua aposentadoria.
  “Gostaria de ter jogado com o Ronaldo, que enfrentei na Copa América e em um Villarreal x Real Madrid. Tenho uma camiseta dele e o admiro muito pela sua qualidade e por tudo o que ele representa. Adoraria ter feito dupla de ataque com ele”, Martín Palermo, ao FIFA.com, falando sobre um sonho não realizado.
  “Só posso lamentar, sinto muito. Dói muito para todos os que carregam no coração este sentimento pelo glorioso River Plate”, Alfredo di Stéfano, ex-jogador argentino, sobre o rebaixamento do clube.
  “Claro que sim. Somos eu e o Messi. Estamos no mesmo nível. Com certeza”, Barack Obama, ao receber a camisa 10 do Colorado Rapids, campeão da MLS, e ao ser perguntado se sabia da importância do mesmo número no futebol.
  “Convidado pelo Manchester United para conhecer o clube e a cidade junto com a minha família e ser apresentado à oferta deles...”, David De Gea, ex-goleiro do Atlético de Madrid, em sua conta do Twitter, um dia antes de fechar com os Red Devils.

Alemanha goleia e alegra os mexicanos

FIFA.com
Alemanha goleia e alegra os mexicanos
  A quinta-feira foi de festa para a torcida em Querétaro, e isso antes esmo de o México jogar. Graças à goleada da Alemanha por 4 a 0 sobre os Estados Unidos, arquirrivais dos anfitriões da Copa do Muno Sub-17 da FIFA. Esse foi o segundo placar elástico dos alemães na competição, totalizando um saldo positivo de 14 gols em quatro partidas, de modo impressionante, assegurando seu lugar nas quartas de final.
Primeiro tempo
  Desfalcados do meio-campista Marc Pelosi, seu principal articulador, que recebeu dois cartões amarelos na partida contra a Nova Zelândia, os EUA dependiam basicamente da iniciativa do atacante Alfred Koroma, pela faixa direita do ataque. Com bom passe e controle de bola, ele fazia o jogo fluir quando participava das jogadas.
  Mas era pouco, diante de um rival mais veloz e técnico. Naturalmente, os alemães foram criando mais chances, coisa que agradou bastante ao público local, que não perderia a chance  de  ‘secar’ seu arquirrivais no futebol. No fim, os norte-americanos se mostraram frágeis no setor defensivo, e os mexicanos puderam comemorar bastante antes mesmo de sua seleção jogar.
  Depois de exigir muito trabalho do goleiro Kendall McIntosh, a Alemanha inaugurou o placar aos 20 minutos, com Koray Guenter. O time não parou de martelar na sequência, com muitos contra-ataques perigosos. Até que aos 40 e 43, vieram dois duros golpes para o nocaute, primeiro com Mitchell Weiser, depois com Samed Yesil.
Segundo tempo
  Sem dar chance de virada ao seu oponente após a reunião com o técnico Wilmer Cabrera nos vestiários, a Alemanha ampliou seu placar e o transformou em uma goleada aos 50 minutos, com Marvin Ducksch. A partir daí, o jogo perdeu em intensidade, já que os alemães sabiam que estavam com a fatura quitada, e os americanos estavam desestabilizados em campo, sem energia para reagir.
O que vem por aí
  Nas quartas de final, a Alemanha vai enfrentar o vencedor de Inglaterra x Argentina, em Morelia. Único time a participar de todas as edições da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA, os EUA se despedem.

Fala e cumpre

(FIFA.com) Sexta-feira 1 de julho de 2011

Fala e cumpre
  O goleiro Charles é daqueles que, a cada defesa, vibra como se tivesse marcado um gol. Está sempre aos berros com os companheiros debaixo da trave. Quando o cruzeirense é abordado pela reportagem do FIFA.com, em Guadalajara, porém, sua fala é mansa, como a de todo bom mineiro. E conversar é uma coisa que, segundo o técnico Emerson Ávila, ele faz muito bem, e obrigado. “Ele é um garoto que está sempre firme na hora de se posicionar diante dos jogadores, em sua participação diante do plantel, e fala muito bem com os outros e tem um bom entendimento do jogo. Por isso, sua presença é muito importante para nosso time”, afirma.
  Seja, então, por sua influência nos bastidores sobre seus companheiros, ou, mais importante, pelas grandes defesas, mesmo ficando por vezes em segundo plano diante de seus companheiros, como é de praxe na vida dos arqueiros, o jogador vem sendo uma peça fundamental na campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Sub-17 da FIFA México 2011.
  “Fico grato ao Emerson Ávila por ter falado isso de mim, agradeço a ele e agradeço a confiança que ele me dá jogando. Passando essa confiança, só fico mais tranquilo para fazer o meu trabalho”, afirma o goleiro. “Venho superando muitos desafios, e agora estou passando por uma boa fase, que eu pretendo estender por longa data, e continuar assim. Dou Graças a Deus por esse momento, e espero que isso dure bastante, para ajudar a equipe nas quartas de final.”
Vocação e reflexo
  Charles afirma que a predisposição ao contato com os parceiros de equipe vem desde “pequeno, dos tempos de escolinha”. Deu bastante tempo, então, de treinar discursos e saber o momento certo e o que escolher de mensagem na hora de se posicionar. O que não passou batido pelo técnico, com quem trabalha anualmente no Cruzeiro também. “Os jogadores escutam, sim. Quando falo com eles, já ficam todos atentos”, afirma.
  O curioso é que o jogador não é o capitão na Seleção – a tarja fica com o volante Marlon Bica, do Internacional –, nem mesmo no seu clube. Ele prefere dar os seus recados pontuais, mas sem encarar muita responsabilidade. Pois, como o único jogador do time que usa luvas e o uniforme de uma cor diferente, já tem atribuições até demais para cuidar. O que, no torneio mexicano, ele vem cuidando bem demais.
  Em quatro jogos disputados em Guadalajara, Charles, de 1,86m, passou três sem levar nenhum gol. Não que não tenha sido exigido: na vitória na estreia contra a Dinamarca, ele foi o único jogador citado por Ávila durante toda a sua entrevista coletiva. “Nosso goleiro fez uma grande partida”, reconheceu o treinador. “É um goleiro que, embora não tenha de repente a altura desejada na posição, tem um jogo seguro e rápido.”
  Para manter esse reflexo apurado, o goleiro deu provas de que uma dedicação extra é necessária. No intervalo da vitória contra o Equador, nas oitavas, ele ficou trabalhando em campo com os reservas Uilson e Jacsson por um período estendido, enquanto os jogadores de linha estavam no vestiário. “Temos de ter essa disposição. Ganhamos ritmo, e é importante também não desligar. Tem de ficar bem ligado, porque no intervalo a gente pode ficar com alguma coisa, que não quer levar para o jogo. Então, é melhor trabalhar ali”, avalia.
Só o artilheiro
  Até agora, Charles apenas não conseguiu parar, mesmo, o artilheiro do torneio, o marfinense Souleymane Coulibaly, que anotou três gols no grande duelo entre os países pela primeira fase. O brasileiro afirmou que aceitou o fato com naturalidade. “Não foi uma surpresa levar gol do artilheiro do campeonato, não. É mérito dele, que soube fazer no momento certo. Mas também temos de ver o mérito nosso, a qualidade que a gente tem.”
  Passada as oitavas de final, Charles sabe que o Brasil ainda está no páreo, com próximo duelo marcado para o domingo, contra o Japão, em Querétaro, enquanto o atacante da Costa do Marfim se despediu da competição com os seus nove gols marcados, após o revés de virada para a França. Sobra mais tempo para ele testar a garganta: “Eu pretendo ainda falar muito até o fim do torneio”, avisa.

Chegadas e partidas

(FIFA.com) Sexta-feira 1 de julho de 2011
  Entre recepções e despedidas, choveram gols no complemento da sétima rodada do Campeonato Brasileiro, nesta quinta-feira. Depois de receber a notícia do adeus do argentino Dario Conca, que parte para uma incursão pelo futebol da China, a torcida do Fluminense deu as boas vindas a Ciro, que marcou dois gols e ajudou a equipe a bater o Atlético-PR por 3 a 1 no Engenhão. Já o Palmeiras, que vive sob a ameaça de perder Kleber, entrou em campo sem o atacante, mas bateu o Atlético-GO por 2 a 0 no Canindé com gol do estreante Maikon Leite.

  A goleada de 4 a 0 do Internacional sobre o Atlético-MG ajudou a diminuir as chances de uma despedida precoce do técnico Paulo Roberto Falcão - o técnico do time mineiro, Dorival Junior, por outro lado, viu parte da torcida do Galo pedir sua partida na Arena do Jacaré. Confira os destaques da jornada com o FIFA.com.

Sem Kleber, com Maikon
Palmeiras 2 x 0 Atlético-GO
  A ausência de Kleber em função de uma contusão na coxa esquerda praticamente não foi sentida dentro de campo nesta quinta. Culpa do estreante Maikon Leite, que assumiu a camisa 7 do Palmeiras e abriu caminho para a vitória sobre o Atlético-GO aos 27 minutos do primeiro tempo. Marcos Assunção cobrou pênalti sofrido por Gabriel Silva aos 33 e fechou o placar para o Verdão.

  O triunfo marca a 500ª vitória do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, incluindo as competições antes de 1971. O Verdão também mantém 100% de aproveitamento no Canindé, sem sofrer gols em seis apresentações. Com o resultado, o time de Luiz Felipe Scolari tem agora 14 pontos, permanecendo em terceiro lugar na classificação, atrás dos rivais Corinthians e São Paulo. O Atlético-GO tem sete e fica na metade de baixo da tabela.

Sai Conca, entra Ciro
Fluminense 3 x 1 Atlético-PR
  No dia em que foi confirmada a negociação de Darío Conca com o futebol chinês, o Fluminense viu brilhar a estrela do estreante Ciro. O novo atacante tricolor marcou dois gols e levou o Tricolor à segunda vitória seguida depois dos 3 a 1 diante do Atlético-PR no último fim de semana.

  "Ele não quer falar ainda porque não tem o contrato assinado. Mas é uma proposta boa para o clube e talvez faltem adjetivos para dizer o que ela representa para o Conca. Faz a independência dele e da família em dois anos e meio", explicou o técnico do Flu, Abel Braga.

  A visível emoção do argentino sob os gritos de "Fica!" da torcida tricolor quase foi ofuscada pela de Ciro. Vestindo pela primeira vez a camisa 18 do Flu, o atacante foi o grande nome da partida ao dar ares de goleada à vitória carioca. Dois minutos depois de o lateral Mariano abrir o placar, Ciro recebeu bom lançamento de Marquinho e chutou com precisão. Na comemoração, foi às lágrimas diante da torcida tricolor. Aos 13 do segundo tempo, Ciro fez o segundo da noite e deixou o time em boa vantagem antes de Edgar descontar para os paranaenses.

  Com o resultado, o Fluminense pula para a oitava posição, com doze pontos na tabela. Já a equipe paranaense, que perdeu o técnico Adilson Batista na última rodada, segue sem vencer no Brasileiro e ocupa a lanterna da competição, com apenas um ponto ganho.

Goleada Colorada em Minas Gerais
  Se a torcida esperava ver o Atlético-MG se reerguer na Arenado Jacaré, depois da goleada sofrida diante do Flamengo na sexta rodada, o Internacional tratou de aplicar um duro e repetido golpe no time de Dorival Junior. A equipe gaúcha precisou de apenas 45 para vencer a partida por 4 a 0 e pôs fim, pelo menos momentaneamente, às especulações em relação à saída do técnico Paulo Roberto Falcão.
  Leandro Damião abriu o placar ao aproveitar falha do goleiro Renan Ribeiro depois de cobrança de falta de D'Alessandro, aos nove do segundo tempo. Zé Roberto ampliou apenas um minuto depois e D'Alessandro fez 3 a 0 aos 30. O jovem Oscar completou a goleada aos 34.
  Por fim, no Couto Pereira, o Coritiba se reabilitou ao bater o Ceará por 3 a 1.

Inglaterra elimina a Argentina nos pênaltis

FIFA.com
Inglaterra elimina a Argentina nos pênaltis
  No primeiro confronto decidido na disputa de pênaltis na Copa do Mundo Sub-17 da FIFA México 2011, a Inglaterra derrotou a Argentina e avançou às quartas de final da competição, em Pachuca, depois de um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar. Vale lembrar que essa é a primeira edição do torneio em que a prorrogação foi abolida, levando todas as partidas para as penalidades depois de um resultado igual nos 90 minutos.
  A Inglaterra teve um início de jogo em alta velocidade, apostando nas arrancadas de Raheem Sterling pela ponta esquerda. O jogador entrava na área adversária com facilidade e criava problemas para os argentinos mesmo em um campo encharcado no Estádio Hidalgo. A melhor de suas jogadas veio aos quatro minutos, quando ele passou para Blair Turgott, na linha de fundo, cruzar. Uma boa trama, que terminou com finalização falha de Hallam Hope. Sem goleiro, com à rede aberta à sua frente, ele chutou de primeira para fora.
  Foi a Argentina, porém, que saiu à frente no placar. Em uma jogada de bola parada. Marcos Pinto usou o campo molhado a seu favor com uma cobrança de falta venenosa, e Maximiliano Padilla aproveitou o rebote do goleiro Jordan Pickford e marcou.
  A Inglaterra não se abalou, contudo. Eles continuaram mandando na partida ofensivamente e tiveram a recompensa a cinco minutos do intervalo, com o talentoso Sterling, depois de deixar um defensor para trás e finalizar de modo cruzado, pelo 1 a 1.
  Nos pênaltis, Max Clayton desperdiçou pela Inglaterra quando o placar estava 2 a 2 nas parciais. Depois, porém, Gaspar Iñiguez perdeu o seu logo na sequência, enquanto Jake Caskey fez 3 a 2. Agustin Allione errou mais um pela Argentina, e o capitão Nathaniel Chalobah converteu a sua cobrança para selar o triunfo.
O que vem por aí
  A Inglaterra agora se prepara para mais um clássico no torneio, dessa vez europeu, contra a Inglaterra, pelas quartas de final, em Morelia.

França vira e fecha torneio de Souleymane

FIFA.com
França vira e fecha torneio de Souleymane
  O atacante Souleymane Coulibaly igualou o recorde de gols marcados em uma Copa do Mundo Sub-17 da FIFA, mas não vai poder passar daí. Pois nesta quinta-feira sua Costa do Marfim foi eliminada pela França nas quartas de final do México 2011, de virada: 3 a 2, em Querétaro. 
Primeiro tempo
  Com um gol de Coulibaly logo aos três minutos de jogo, a partida ficou mais fácil para os africanos. Foi um presente do goleiro Lionnel Mpasi Nzau. Ele havia defendido um chute com certa facilidade debaixo da trave, mas acabou deixando a bola escorregar de suas mãos e cair justamente à frente do artilheiro do torneio, que não perdoou o deslize. Nove gols em quatro jogos para o marfinense, incrível.
  A Costa do Marfim dominava o jogo no meio-campo, com um time mais físico e também mais talentoso, embora não criasse tantas chances como costumou fazer na primeira fase em Guadalajara. O time estava um passo mais lento, mas ainda assim foi superior. Aos 25 minutos, Drissa Diarrassouba expressou essa superioridade no placar. Ele recebeu a bola pela ponta direita, entrou em diagonal na área e bateu cruzado, de chapa, com categoria. A bola entrou no canto direito.
  Apenas uma falha do capitão Jean Thome, aos 37 minutos, colocou a França na partida. Sebastien Haller cruzou da esquerda, e o zagueiro acabou tocando a mão na bola na grande área. Pênalti, convertido por Yassine Benzia, com bola de um lado, goleiro do outro.
Segundo tempo
  A Costa do Marfim voltou a campo muito contida no segundo tempo, e os franceses sentiram que tinham chance no jogo. Sua defesa tomou conta de Coulibaly e Diarrassouba com eficiência, e o jogo foi pendendo para o lado dos Bleus aos poucos.
  Com a bola no pé, Benzia foi decisivo no ataque para buscar a virada. Além de enfrentar a pressão de muitas vaias no momento de bater seu pênalti na etapa inicial, ele deu uma assistência para Lenny Nangis empatar o jogo aos 65 minutos e ainda fez o seu segundo na partida com um chute de fora da área aos 74.
  A Costa do Marfim não conseguiu reagir ao baque, apesar do apoio do público - que gritava "Si, se puede" (algo como, "Sim, ainda dá" para reagir) e, com um futebol bem apagado se comparado ao que mostrou na primeira fase, acabou eliminada.
O que vem por aí
  A França agora caminha para um grande jogo contra os anfitriões do México pelas quartas de final, em Pachuca.

Favoritos comandam a festa

(FIFA.com) Sexta-feira 1 de julho de 2011
Favoritos comandam a festa
O RESUMO DA RODADA — Em um dia de jogos marcados por muita chuva, Alemanha, Inglaterra, França e México superaram de diferentes formas os seus duelos de oitavas de final e já estão entre as oito melhores seleções da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA 2011.
  Os germânicos deram outra lição de futebol ofensivo ao golear os Estados Unidos por 4 a 0, chegando a seis partidas de invencibilidade diante dos americanos em torneios masculinos da FIFA. Querétaro também recebeu a sensacional vitória da França, que saiu perdendo por dois gols e derrotou a Costa do Marfim por 3 a 2. Os gauleses tiraram da competição o último representante africano e também o artilheiro máximo Souleymane Coulibaly, que voltou a deixar a sua marca.
  Já em Pachuca, a Inglaterra precisou das cobranças de pênaltis para eliminar a Argentina, que nunca havia perdido decisões por penalidades na história do torneio. Quem também não teve facilidade foi o anfitrião México, que só superou o Panamá graças a dois lances de bola parada, um no início e outro no final do jogo.
Resultados
Alemanha 4 x 0 Estados Unidos
Inglaterra 1 x 1 Argentina (4 x 2 nos pênaltis)
França 3 x 2 Costa do Marfim
México 2 x 0 Panamá
O gol do dia
Souleymane Coulibaly (3/1ºT), França 3 x 2 Costa do Marfim

   A jogada começou pela esquerda com Drissa Diarrassouba, que cruzou para a entrada de Jean Kouassi. O atacante dominou a bola e deu um chute que o goleiro Lionnel Mpasi Nzau não conseguiu defender, deixando Coulibaly à vontade para anotar o seu nono gol no torneio. Mesmo sem ser tão bonito, e apesar de não ter adiantado muito, o tento permitiu que o marfinense igualasse o recorde do francês Florent Sinama Pongolle, que atingiu a mesma marca na Copa do Mundo Sub-17 da FIFA 2001. Mas isso não é tudo: além de ser o 1.500º gol da história do torneio, foi o segundo mais rápido até agora no México 2011.
Momentos marcantes
Protagonista indesejada
   As quatro partidas disputadas nesta quinta-feira, 30 de junho, foram marcadas por uma intensa chuva que teve ares de protagonista. Para os ingleses, ela trouxe azar, já que Hallam Hope perdeu um gol incrível ao escorregar em campo, enquanto o goleiro Jordan Pickford não conseguiu segurar a bola com firmeza no lance do gol argentino. A chuvarada também complicou a vida da França no tento de Coulibaly e deu trabalho extra aos bandeirinhas em Pachuca — eles tiveram de reforçar a marcação das linhas de cal no intervalo de México e Panamá. No caso dos Estados Unidos, foi a própria campanha que fez água...  
A hora da revanche
   Falando em Pickford, o arqueiro inglês de apenas 17 anos já conhece a tênue linha que separa os heróis dos vilões no mundo do futebol. Depois de tomar contra o Canadá o primeiro gol de goleiro da história de uma competição da FIFA e de falhar no gol americano, o guarda-metas britânico defendeu dois pênaltis contra a Argentina e foi a principal figura da classificação do seu país às quartas de final.
Velozes, furiosos e jovens
   O gol do mexicano Carlos Fierro, anotado aos 103 segundos da partida contra o Panamá, foi o mais rápido da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA 2011 até agora. Mais ou menos na mesma hora, Coulibaly quase superou a marca, anotando o seu aos 140 segundos. Vale lembrar que o inglês Raheem Sterling (16 anos e seis meses) e o alemão Korey Guenter (16 anos e dez meses) destacaram-se como os jogadores mais jovens dos respectivos países a balançarem as redes nesta edição do Mundial Sub-17.
O número
22 — As partidas decididas por pênaltis na história da Copa do Mundo Sub-17 da FIFA. A primeira vez foi pelas quartas de final da edição inaugural, em 1985 — na ocasião a Austrália derrotou a Guiné por 4 a 2. A Nigéria é a seleção que mais vezes enfrentou essa situação, com duas vitórias e duas derrotas.
O que vem por aí (quartas de final)
Domingo, 3 de julho
Uruguai x Uzbequistão (Monterrey, 15h)
Japão x Brasil (Querétaro, 18h)
Segunda-feira, 4 de julho
Alemanha x Inglaterra (Morelia, 15h)
México x França (Pachuca, 18h)