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domingo, 5 de junho de 2011

Vitórias cruciais acirram disputas

(FIFA.com) Sábado 4 de junho de 2011
Em mais um dia cheio de emoções pelas eliminatórias para a Euro 2012, a Inglaterra só conseguiu um empate em casa com a Suíça. Por outro lado, Portugal, Rússia, Grécia e Dinamarca conseguiram vitórias fundamentais. A rodada teve até gol de brasileiro. O FIFA.com traz o resumo do sábado europeu.

O jogo da rodada
Inglaterra 2 x 2 Suíça(Grupo-F)
Inglaterra 2 x 2 Suíça — Wembley, Londres
O selecionado visitante começou com tudo, forçando o goleiro Joe Hart a fazer várias defesas nos 20 minutos iniciais e conseguindo a vantagem merecida logo depois dos 30 — a cobrança de falta de Tranquillo Barnetta passou por todo mundo na área e entrou junto ao poste para abrir o marcador. Logo em seguida, o mesmo Barnetta ampliou o placar em outra falta pela esquerda, surpreendendo Hart ao chutar direto em vez de cruzar. Um minuto depois saiu outro gol, mas para a seleção da casa. O meia Jack Wilshere entrou em velocidade e foi derrubado na área pelo companheiro de Arsenal Johan Djourou. Frank Lampard bateu e converteu. O empate veio aos seis minutos do segundo tempo em bela jogada que Ashley Young concluiu no ângulo da entrada da área. Os ingleses pareciam estar a caminho da virada, mas, mesmo com boas chances de Darren Bent e Stewart Downing, a igualdade prevaleceu.
Russia 3 x 1 Armênia(Grupo-B)
E o que mais?
Todos os seis países do Grupo B entraram em campo no sábado. A Rússia foi a primeira a jogar e precisou virar o jogo para derrotar a Armênia por 3 a 1. Roman Pavlyuchenko anotou os três gols russos após a abertura do placar por intermédio do brasileiro naturalizado armênio Marcos Pizzelli. A Eslováquia alcançou os mesmos 13 pontos dos russos após derrotar Andorra em casa por 1 a 0 graças ao gol de Miroslav Karhan. No outro jogo, a Irlanda também chegou à mesma pontuação depois de fazer 2 a 0 na Macedônia em Skopje. Robbie Keane fez ambos os gols, e o selecionado da casa ainda perdeu um pênalti. Os irlandeses lideram o grupo pelos gols marcados, com a Rússia em segundo e a Eslováquia em terceiro.
Israel 2 x 1 Letônia(Grupo-F)
Pelo Grupo F, Israel derrotou a Letônia por 2 a 1 em Riga e chegou à mesma pontuação da Croácia, que havia vencido o seu jogo no dia anterior. O capitão Yossi Benayoun abriu o placar, e Tal Ben-Haim ampliou de pênalti no final do primeiro tempo. Aleksandrs Cauna descontou em outro penal na etapa complementar, mas os israelenses conseguiram segurar o resultado. No outro jogo do grupo, Giannis Fetfatzidis fez dois gols e Kyriakos Papadopoulos anotou mais um na vitória da Grécia por 3 a 1 diante de Malta. Os gregos lideram o grupo com 14 pontos, um à frente de Croácia e Israel.
O empate da Inglaterra diante da Suíça deu uma ótima chance para Montenegro assumir a liderança do Grupo G, mas o país dos Bálcãs ficou no 1 a 1 em casa contra a Bulgária. Radomir Djalovic abriu o placar para o selecionado anfitrião, mas Ivelin Popov empatou ao marcar o primeiro gol sofrido pelos montenegrinos nas eliminatórias. Com o resultado, a Inglaterra continua à frente de Montenegro no saldo de gols.
Portugal 1 x 0 Noruega(Grupo-H)
O Grupo H permanece muito equilibrado após os jogos de hoje. No primeiro confronto do dia, a Dinamarca passou tranquilamente pela Islândia com gols de Lasse Schone e Christian Eriksen no segundo tempo para vencer por 2 a 0 e chegar a dez pontos. Na outra partida, Portugal sofreu para derrotar a Noruega em casa por 1 a 0, gol de Hélder Postiga. Dinamarca, Portugal e Noruega estão empatados na liderança do grupo, mas os portugueses levam vantagem no saldo de gols.
O gol mais bonito
Eslováquia 1 x 0 Andorra (Miroslav Karhan, 18/2ºT)
Em um duelo contra a fechada defesa andorrana, Karhan conseguiu garantir os três pontos ao seu país com um belo arremate. Marek Hamsik bateu escanteio para a área e a bola sobrou perto da marca do pênalti para Karhan, que pegou de primeira e acertou o ângulo da meta defendida por Josep Anton Gomez.

O craque do dia
Pavlyuchenko teve uma temporada irregular pelo Tottenham, mas fechou a campanha em grande estilo com dois gols na última rodada do Campeonato Inglês e voltou a repetir a boa atuação com o uniforme do seu país. Os comandados de Dick Advocaat perdiam por 1 a 0 da Armênia até a metade do primeiro tempo, mas Pavlyuchenko anotou três gols para garantir a importante vitória pelo Grupo B.
Irlanda 2 x 0 Macedônia(Grupo-B)
O número
50 — O capitão da Irlanda, Robbie Keane, superou a marca de 50 gols pela sua seleção. Maior artilheiro da história do selecionado irlandês, ele entrou para o seleto grupo cinquentenário ao anotar o primeiro gol da vitória sobre a Macedônia. Com pouco mais de cem atuações, ele tem uma média de quase um gol a cada duas partidas. Além disso, balançou as redes três vezes na Copa do Mundo da FIFA.

O que eles disseram
"É claro que há uma certa decepção. Ganhando por 2 a 0 na Inglaterra a gente esperava poder segurar o resultado. Mas não há razão para criticar os jogadores. Eles fizeram todo o possível." Ottmar Hitzfeld, técnico da Suíça

O que vem por aí
Mais seis jogos estão marcados para a terça-feira, 7 de junho. A Suécia de Erik Hamren espera poder contar com o capitão Zlatan Ibrahimovic para o confronto diante da Finlândia, pois com uma vitória ficará a apenas três pontos da líder Holanda no Grupo E. Já a Hungria não quer ficar para trás dos suecos, e para isso aposta em uma vitória sobre San Marino, que já sofreu 30 gols e não fez nenhum até agora em seis partidas. A Alemanha viaja ao Azerbaijão em busca de três pontos que a deixarão ainda mais perto da classificação no Grupo A. Pelo Grupo C, a seleção das Ilhas Faroe, lanterna da chave, recebe a quarta colocada Estônia. Dois jogos serão disputados pelo Grupo D, com a vice-líder Bielorrússia recebendo o último colocado Luxemburgo, e a Bósnia enfrentando a Albânia.
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Qual seleção vem sendo a maior surpresa das eliminatórias para a Euro 2012?

Sem gols e sem revanche

(FIFA.com) Sábado 4 de junho de 2011
A expectativa pelo primeiro jogo da Seleção Brasileira em casa em quase dois anos era grande, ainda mais contra o adversário que havia encerrado em 2010 o sonho do hexacampeonato mundial. Mas dentro de campo, a euforia da torcida que compareceu ao Serra Dourada, em Goiânia, se transformou em desconfiança e insatisfação. Ao final de 90 minutos irregulares e com poucas chances reais de gols, o empate em 0 a 0 com a Holanda deixou um sentimento duplo de frustração: não houve gols, não houve revanche.
Houve, sim, a cobrança, algo que os jogadores tentaram compreender. “É normal, torcedor é paixão, paga o ingresso para ver gols e, em jogo que termina 0 a 0, tem que haver cobrança mesmo”, destacou o goleiro Júlio César. “Temos que entender essa situação, assim como eles precisam ver que é o início de um trabalho, que temos pouco tempo para trabalhar e que a Holanda já vem com um time montado.”
Esta foi a sétima partida da Seleção sob o comando de Mano Menezes e o primeiro empate. O saldo continua positivo, com quatro vitórias e duas outras derrotas. Já no confronto direto com os holandeses – que eliminaram o Brasil nas quartas de final da África do Sul 2010 com um triunfo por 2 a 1 –, o empate em todos os quesitos persiste: são três vitórias para cada lado, cinco empates e 15 gols para ambos.
Apesar de Júlio César citar a manutenção do elenco holandês, estiveram presentes no time titular neste sábado apenas quatro jogadores que participaram do confronto em Port Elizabeth (Heitinga, Kuyt, Van Persie e Robben), mesmo número do Brasil (Júlio César, Daniel Alves, Lúcio e Robinho). No time europeu, a grande ausência ficou por conta de Sneijder, enquanto do lado brasileiro Neymar era a grande novidade estreando ao lado da torcida.
Foi o astro do Santos, aliás, o jogador de mais destaque do país no duelo. Apesar de um primeiro tempo apagado, foi ele quem mais se movimentou, desperdiçando duas boas oportunidades para marcar na segunda etapa. Já a Holanda mostrou seus dotes ofensivos sobretudo no início, com o quarteto formado por Robben, Kuyt, Van Persie e Afellay funcionando em ao menos duas ocasiões. O jovem atacante do Barcelona comandou as ações, perdendo chance cara a cara com Júlio César e parando novamente no goleiro brasileiro em chute da entrada da área.
Lento, o Brasil quase não criou, com Elano, Fred e os laterais Daniel Alves e André Santos pouco utilizados. A segunda etapa ao menos viu uma Seleção com mais vontade. Mesmo sem substituições, Mano Menezes mexeu com o time, que respondeu com duas belas jogadas antes dos cinco minutos: a primeira em passe de Elano para Neymar, que parou em defesa de Krul, e a segunda em bom chute do santista novamente parado pelo arqueiro.
Animado e ainda apoiado pela torcida, o Brasil foi para cima e fez o que não conseguiu no início: chutar a gol. Foram mais seis oportunidades até os 15 minutos, sempre com Krul levando a melhor sobre os atacantes. Quando deixou escapar a bola de Robinho, o lateral Pieters tirou em cima da linha e evitou o gol de Fred.
A partida ficou então aberta, como um verdadeiro Brasil e Holanda. Faltou, como em todas as outras ocasiões anterior, o gol. Pelo lado brasileiro, Mano Menezes pôs em campo Lucas, Sandro, depois Leandro Damião e Elias, mas a expulsão de Ramires por uma segunda falta em Robben ainda aos 30 minutos acabou atrapalhando os planos do treinador.
Até o fim, a Holanda apareceu uma vez com perigo com Robben, aproveitando erro na saída de Lúcio – zagueiro que comemorava seu centésimo jogo com a Amarelinha – e se contentou com o empate que manteve a invencibilidade de dez partidas (oito vitórias e dois empates desde a Copa do Mundo da FIFA).
Para a Seleção, o resultado foi sem brilho. Resta agora recuperar forças e o foco para o próximo jogo, daqui a três dias, contra a Romênia, no Pacaembu. O gol e a vitória, neste caso, terão valor em dobro: ajudar a fechar com brilho a carreira de Ronaldo. E a meta já parece estar na cabeça dos jogadores, como garantiu Thiago Silva. “A gente podia ter rendido mais, mas fazia tempo que não jogávamos juntos e no calor. Agora espero que na terça a gente possa concretizar as chances para fazer a festa do Ronaldo ficar mais bonita.” A torcida agradecerá.

sexta-feira, 3 de junho de 2011


Amistoso no Brasil pensando em 2014

(AFP) Sexta-feira 3 de junho de 2011
A Holanda, que no sábado disputará um amistoso contra a Seleção Brasileira em Goiânia, está com os olhos voltados para 2014, ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo da FIFA. Os "Laranjas" vivem ainda a expectativa pela renovação do contrato do técnico Bert van Marwijk.
Os holandeses, finalistas na África do Sul 2010, farão uma temporada de treinos na América do Sul até 10 de junho e já têm marcado um outro amistoso, desta vez contra o Uruguai, na próxima quarta-feira.
"Nossa estadia aqui não é mera casualidade", afirmou Van Marwijk. "É importante que os jogadores fiquem juntos após o fim da temporada de seus clubes, para estreitar os laços. Nosso objetivo em ficar no Brasil é porque também já estamos pensando no futuro e queremos nos adaptar às condições de jogo brasileiras", explicou o técnico.
Van Marwijk, de 59 anos, tem contrato até junho de 2012, quando acontece a UEFA Euro na Polônia e Ucrânia. "No momento, só tenho um objetivo: ganhar a Eurocopa", frisou o técnico, que esta semana disse que poderia ser interessante fechar com "um grande clube europeu" após 2012. Os jogadores e a Federação holandesa, no entanto, querem a renovação do contrato até o Mundial do Brasil.
O ex-técnico do Feyenoord de Rotterdã e do Borussia Dortmund apresenta um bom retrospecto a frente dos "Laranjas". Em três anos, o sucessor de Marco van Basten sofreu apenas duas derrotas: em um amistoso contra a Austrália e na final da Copa do Mundo 2010, quando perdeu para a Espanha.
"Ele é um técnico que sempre consegue melhorar o jogo dos atletas. Não é apenas um líder, mas um verdadeiro treinador em campo, com uma estatégia brilhante. Espero que fique até 2014", afirmou esta semana o atacante Robin van Persie, em entrevista à revista Voetbal International.
"A equipe finalista do Mundial 2010 com certeza estará mais competitiva e experiente em 2014. No entanto, ainda temos que melhorar e superar a Espanha, mas estou convencido de que podemos. Acredito que Van Marwijk também pense assim", especulou o meia Rafael van der Vaart em declarações ao jornal Algemeen Dagblad.
O caminho até 2014 passa por Goiânia, quando a Holanda enfrenta um Brasil ainda "traumatizado" pela eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo 2010, um confronto vencido pelos "Laranjas" por 2-1.
"Será tudo, menos um jogo amistoso porque o Brasil quer a revanche. Vamos partir para ganhar e dizer para os brasileiros que, mesmo na casa deles, somos perigosos", garantiu Van Marwijk, que veio ao Brasil com desfalques no time: o goleiro Maarten Stekelenburg e os volantes Mark van Bommel, Wesley Sneijder e Van der Vaart.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sobe e desce nas ligas europeias

(FIFA.com) Quarta-feira 1 de junho de 2011
Embora os triunfos de Barcelona, Milan, Manchester United, Borussia Dortmund e Lille tenham dominado as manchetes do planeta futebol, algumas decisões igualmente emocionantes aconteceram na ponta de baixo das principais ligas da Europa. Diversos clubes tradicionais precisaram lutar para se manter na elite, enquanto nos campeonatos de segunda divisão a batalha para subir também foi acirrada.
Agora que estão definidos praticamente todos os promovidos e rebaixados da temporada — à exceção da terceira equipe que subirá na Espanha e na Itália —, o FIFA.com resume o vaivém que trouxe alegria ou desgosto para alguns torcedores do Velho Continente.
Torcida do Birmingham
Premier League
A primeira divisão inglesa poucas vezes assistiu a uma corrida contra a degola tão dramática e imprevisível quanto a de 2010/11. Nada menos que 12 clubes entraram na reta final da campanha sob risco de rebaixamento e, embora o West Ham tenha confirmado o seu destino na penúltima rodada, cinco equipes precisaram esperar pelo último dia do campeonato — apelidado de "domingo da sobrevivência" na Inglaterra — para conhecerem o seu futuro. Blackburn, Wigan e Wolverhampton sobreviveram, mas por pouco. Caíram o Birmingham, que havia vencido a Copa da Liga há alguns meses, e o Blackpool, time de grande torcida no país. Quem chega para substituí-los é o Queens Park Rangers, que venceu a segunda divisão e volta à elite pela primeira vez desde 1996, e o vice-campeão Norwich, que conquistou dois acessos consecutivos sob o comando do técnico escocês Paul Lambert. Além disso, pela primeira vez desde a criação da Premier League, em 1992, a competição contará com um clube do País de Gales. O Swansea garantiu presença no Campeonato Inglês depois de vencer o play-off contra o Reading por 4 a 2 em uma partida emocionante na última segunda-feira.

Quem sobe: Queens Park Rangers, Norwich e Swansea
Quem cai: Birmingham, Blackpool e West Ham
Deportivo La Coruña

La Liga

Embora tenha terminado entre os três primeiros em cinco temporadas consecutivas há não muito tempo atrás, o Deportivo La Coruña amargou o rebaixamento em 2010/11. A derrota por 2 a 0 para o Valencia na última rodada selou o destino do campeão espanhol de 2000, que irá para a segunda divisão pela primeira vez em duas décadas. O clube terá a companhia de Hércules e Almería, equipes que já haviam se conformado com a queda há algumas semanas. Outro nome tradicional da Espanha, o Betis, voltará à elite após dois anos na segundona. O Rayo, time sediado no bairro de Vallecas, em Madri, também garantiu o acesso. Já a terceira vaga será decidida entre Granada, Elche e Celta de Vigo no próximo fim de semana — o Barcelona B, atual terceiro colocado, não pode ser promovido.

Quem sobe: Betis, Rayo e um time a confirmar
Quem cai: Deportivo La Coruña, Hércules e Almería
Sampdoria

Serie A

A Sampdoria deu uma prova de que a sorte pode mudar rapidamente no mundo do futebol. Depois de perder Antonio Cassano e Giampaolo Pazzini, o time de Gênova passou da Liga dos Campeões da UEFA à segunda divisão no espaço de uma temporada. O Brescia e o lanterna Bari, que registrou apenas cinco vitórias nos 38 jogos da campanha, também estarão na Série B no próximo semestre. Já para as torcidas de Atalanta e Siena, 2010/11 terminou em festa. Os dois clubes subiram depois de passarem apenas um ano no andar de baixo. O terceiro promovido será Novara, Padova, Reggina ou Varese, que disputarão os play-offs em breve.

Quem sobe: Atalanta, Siena e um time a confirmar
Quem cai: Sampdoria, Brescia e Bari

Bundesliga

A temporada foi de sufoco para alguns dos principais times da Alemanha. Wolfsburg, Schalke 04 e Werder Bremen encerraram 2010/11 no limite da zona de rebaixamento. Já o Borussia Monchengladbach se manteve na elite fazendo 2 a 1 na soma dos placares de um play-off tenso contra o Bochum. Eintracht Frankfurt e St. Pauli, por sua vez, não tiveram a mesma sorte. Ambos caíram depois de passarem respectivamente sete e 12 jogos sem vitória na reta final do Alemão. Agora, darão lugar ao Hertha Berlim, que venceu o campeonato da segunda divisão com nove pontos de sobra, e ao Augsburg, que alcançou a elite germânica pela primeira vez na sua história.

Quem sobe: Hertha Berlim e Augsburg
Quem cai: Eintracht Frankfurt e St. Pauli
Monaco

Ligue 1

O rebaixamento do Monaco provavelmente foi o mais surpreendente da temporada europeia, considerando o histórico e a tradição da equipe do principado. O clube caiu pela primeira vez desde 1976 e se tornou o primeiro finalista de Liga dos Campeões a ser rebaixado em função da própria campanha. O heptacampeão francês confirmou o descenso apenas na última rodada da Ligue 1, enquanto o Lens já havia perdido as esperanças e o Arles-Avignon estava condenado há muito tempo — venceu apenas uma vez nos primeiros 35 jogos que fez em 2010/11. A Ligue 2 também teve um desfecho histórico, com o campeão Évian e o vice Dijon conquistando promoção inédita. O trio é completado pelo Ajaccio, que pôs fim a nove anos de segundona.

Quem sobe: Évian, Ajaccio e Dijon
Quem cai: Monaco, Lens e Arles-Avignon 

                                                               

Com cara de drama

(FIFA.com) Quinta-feira 2 de junho de 2011
Nem parecia jogo do Santos de Muricy Ramalho, sob cujo comando o time só havia perdido uma vez em 15 jogos – com os reservas, no final de semana passado, diante do Botafogo – e que ainda não havia sofrido dois gols numa mesma partida.

Mas era jogo decisivo da semifinal da Copa Libertadores, fora de casa, numa Olla Azulgrana lotada e barulhenta. Tinha muito para ter sido, também, o jogo de uma classificação tranquila à decisão. Afinal, o Peixe abriu 1 a 0 sobre o Cerro Porteño logo aos dois minutos, num gol que serviu para abrir o caminho e para acabar com uma série de 14 jogos – ao longo de mais de dois meses – de Zé Eduardo sem marcar. Aos 27, um lance grotesco do goleiro Diego Barreto, que levou um frangaço num recuo de cabeça de Pedro Benitez, parecia ter determinado a cara do confronto.

Só que ainda era muito cedo. Os paraguaios diminuíram com Cesar Benítez aos 31 e, instantes antes do apito final do primeiro tempo, Neymar recebeu de Arouca num dos poucos contra-ataques encaixados pelo Santos, e marcou um belo gol para marcar o 3 a 1; placar que poderia ter definido a classificação, mas, mais uma vez, ficou longe de ser o definitivo.

Acuado, diante de um ambiente nervoso, o Santos recuou na segunda etapa, praticamente abdicou de ir ao ataque – salvo em investidas isoladas de Neymar – e viu o Cerro chegar ao empate com Luchero aos 15 minutos e Jonathan Fabbro aos 36. Pior: a reação, apesar de ainda assim deixar os paraguaios a dois gols da vaga, incendiou a torcida. E a classificação tranquila acabou chegando foi com cara de batalha suada.

Os santistas agora esperam o vencedor do duelo entre Peñarol e Vélez Sarsfield, que se enfrentam na quinta-feira. O primeiro jogo teve os uruguaios como vencedores por 1 a 0. O capitão Edu Dracena está fora do primeiro jogo da decisão, no dia 15 de junho, por ter sido expulso no final do jogo. O lateral-direito Jonathan, que saiu lesionado, é dúvida.

Nigéria goleia a Argentina em amistoso

(AFP) Quinta-feira 2 de junho de 2011
A ideia do técnico Sergio Batista de colocar em campo apenas jogadores que atuam fora do país e que têm menos de 25 anos acabou não dando certo. Sem força e desentrosada, a Argentina foi goleada nesta quarta-feira pela Nigéria por 4 a 1 em amistoso disputado na cidade de Abuja, no país africano.
Os donos da casa, que levaram a campo força máxima, não tiveram dificuldades para chegar ao triunfo. Ike Uche, do Zaragoza, marcou duas vezes ainda no primeiro tempo, aos 10 e 39 minutos, enquanto Victor Obinna, do West Ham, fez outro de pênalti. Já na segunda etapa, Emmanuel Echenike, companheiro de Alex e André Santos no Fenerbahçe, fez 4 a 0 logo aos sete minutos, mas a goleada parou por aí. Já nos acréscimos, a Argentina diminuiu o prejuízo com Mauro Boselli, em cobrança de pênalti.
Mesmo a poucos dias do início da preparação para a Copa América, Batista preferiu observar diversos jogadores que não disputarão o torneio continental e ainda deu folga a nomes como Lionel Messi e Sergio Agüero, que teriam idade para compor o elenco. A série de testes segue no próximo domingo, quando a Albiceleste faz novo amistoso contra a Polônia, em Varsóvia.
Do time testado contra a Nigéria, apenas Ezequiel Garay e Pablo Zabaleta estão na lista definitiva para a Copa América, que terá início em julho próximo. No duelo, Batista testou  Adrián Gabbarini, Federico Fazio, Ezequiel Garay, Pablo Zabaleta, Fernando Belluschi, Mario Bolatti, Emiliano Insúa, Nicolás Gaitán, Tino Costa, Mauro Boselli, Diego Perotti, Nicolás Bertolo, Alejandro Cabral, Mateo Musacchio e Franco Jara.

Messi é eleito melhor jogador da Espanha

(AFP) Quinta-feira 2 de junho de 2011
O astro argentino do Barcelona, Lionel Messi, conquistou pelo terceiro ano consecutivo o Troféu Di Stéfano, concedido ao melhor jogador do Campeonato Espanhol. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo jornal esportivo Marca, organizador da premiação.
Messi ultrapassou novamente o português Cristiano Ronaldo (Real Madrid), segundo lugar, e o seu companheiro espanhol do Barça, Xavi Hernandez, teceiro colocado. Os vencedores desta campanha, portanto, são os mesmos da temporada anterior, 2009-2010, e na mesma ordem. Nas últimas quatro edições deste prêmio, o argentino venceu três.
Para a escolha dos vencedores, os leitores do jornal Marca elegem uma lista com os melhores do campeonato nacional e um jurado de especialistas designa posteriormente os ganhadores. O corpo de jurados deste ano contou com ex-estrelas como Andoni Zubizarreta, Fernando Hierro, Luis Suárez ou Emilio Butragueño, além do técnico italiano da Inglaterra, Fabio Capello.
Messi terminou a temporada espanhola como segundo maior goleador, com 31 gols, sendo superado apenas por Cristiano Ronaldo, que fez 41. O argentino foi vencedor do Campeonato Espanhol e também da Liga dos Campeões, onde somou 12 gols, igualando assim o recorde do holandês Ruud Van Nistelrooy.
Após o novo prêmio, Messi mira outros, como a terceira Bola de Ouro da FIFA consecutiva. Antes, porém, ele tem um novo desafio: conquistar a Copa América com a Argentina, país anfitrião do torneio sul-americano, que acontece de 1º a 24 de julho.

Rodada para esquentar a briga

(FIFA.com) Quinta-feira 2 de junho de 2011
As férias de verão estão chegando na Europa, mas os atletas que defendem os seus países ainda terão dois compromissos antes do fim da temporada. Na sexta-feira e no sábado, serão disputadas 20 partidas pela sexta rodada das eliminatórias para a Euro 2012.
Oito equipes continuam invictas no torneio classificatório, mas apenas três venceram todos os seus jogos — Espanha, Holanda e Alemanha, respectivamente campeã, vice e terceira colocada na última Copa do Mundo da FIFA.
Portugal, Grupo-H
O jogo destacadoPortugal x Noruega, sábado, 4 de junho, Lisboa, Estádio da Luz, 17h (horário de Brasília)
Depois do insólito 4 a 4 com o Chipre em casa e da derrota pelo placar mínimo na visita à Noruega, o selecionado lusitano receberá os escandinavos para um duelo decisivo pela liderança do Grupo H, atualmente em mãos norueguesas. O técnico Paulo Bento contará com elenco completo e Cristiano Ronaldo em grande fase, inspirado pelos muitos gols que marcou na temporada com o Real Madrid. Mas a Noruega do treinador Egil Olsen é uma equipe bem equilibrada e já venceu dois jogos como visitante, acumulando dez pontos em 12 possíveis. Se empatar, o país manterá os seus três pontos de vantagem.
Os outros jogos 
Turquia, Grupo-A
Grupo A
 Mesmo sem o goleador Miroslav Klose, lesionado, a Alemanha não deve encontrar maiores dificuldades para voltar com mais três pontos da visita à Áustria, que vem de duas derrotas. O segundo lugar da chave provavelmente será decidido na partida entre Bélgica e Turquia em Bruxelas. Os donos da casa estão embalados, enquanto os turcos correm atrás do prejuízo provocado pelo revés de 1 a 0 no Azerbaijão em outubro.
Grupo B
Tudo é possível na chave em que Eslováquia, Rússia e Irlanda dividem a liderança com dez pontos, seguidas de perto pela Armênia, com oito. A equipe russa comandada pelo técnico Dick Advocaat tentará dar o troco
pelo recente empate sem gols com os surpreendentes armenos. Esta será
Itália, Grupo-C
apenas a segunda partida mandada pelos russos, que precisarão da vitória para não se distanciarem dos eslovacos, que recebem Andorra. Já os irlandeses viajam à espera de um jogo complicado na Macedônia.
Grupo C
Com cinco pontos de vantagem e uma partida a menos, a Itália domina a chave e, salvo enorme surpresa, não deve encontrar problemas para vencer novamente a quarta colocada Estônia, a quem derrotou por 2 a 1 na capital Tálin em setembro.
Grupo D
Ainda sob o choque da apresentação pífia na África do Sul, a França estreou nas eliminatórias com derrota em casa frente à surpreendente Bielorrússia.
Depois disso, porém, a seleção de Laurent Blanc encaixou quatro vitórias
França, Grupo-D
seguidas e assumiu a liderança da chave, enquanto os bielorrussos caíram na Albânia por 1 a 0 em março. O reencontro na cidade de Minsk terá ares de revanche, mas os franceses não podem esquecer que os homens
comandados pelo técnico Bernd Stange estão apenas quatro pontos atrás.
Grupo E
A líder Holanda não entrará em campo na rodada e, com isso, a Suécia terá a chance de se firmar na segunda colocação caso vença a Moldávia fora de
casa. O país escandinavo está a nove pontos dos holandeses, mas tem dois jogos a menos. O atacante Zlatan Ibrahimovic está lesionado e desfalca o selecionado sueco.
Grupo F
Suíça, Grupo-E
Em uma chave bastante aberta, com os quatro primeiros separados por apenas dois pontos, a Grécia continua invicta e terá a tarefa teoricamente mais fácil do quarteto. Os gregos jogarão em casa contra o lanterna Malta  que segue zerado na competição. A Crócia, por sua vez, buscará a revanche sobre a Geórgia, de quem perdeu pelo placar mínimo em março. Dividindo a segunda colocação com os croatas, os israelenses tentarão a terceira vitória seguida, desta vez na visita à Letônia.
Grupo G
Inglaterra e Montenegro, que já têm seis pontos sobre a concorrência, terão uma chance de ouro para abrirem distância recebendo Suíça e Bulgária, respectivamente. Vale lembrar que a seleção montenegrina é a única de todos os grupos que ainda não foi vazada nas eliminatórias. No entanto, o ataque do país produziu apenas três gols em quatro jogos.
Olho nele
O francês Abou Diaby já demonstrou diversas vezes que possui as qualidades necessárias para ser o herdeiro de Patrick Vieira na intermediária dos Bleus. Infelizmente, porém, a carreira do meio-campista do Arsenal já foi freada por repetidas contusões. Na atual temporada, ele conseguiu disputar apenas 20 dos 58 jogos do clube inglês. "É uma situação frustrante", diz o jogador, que pretende superá-la com a confiança que recebeu do treinador Laurent Blanc.
O número
21
— Mark van Bommel não costuma facilitar a vida dos adversários, mas é exatamente ele o jogador que sofreu o maior número de faltas desde o começo das eliminatórias (21 em 342 minutos). Além disso, o volante holandês é apenas o décimo na lista dos que mais cometeram infrações (13).
O que eles disseram"Os meus atletas são os melhores embaixadores do país. Graças ao nosso futebol, as pessoas nas ruas podem voltar a ter orgulho da nação."
Georges Leekens, técnico da Bélgica
Dê a sua opinião
Geórgia e Armênia podem surpreender Croácia e Rússia, respectivamente, jogando na casa do adversário?

Nada conforme os planos

(FIFA.com) Quinta-feira 2 de junho de 2011
São só seis anos de carreira como profissional e, aos 26, Thiago Neves já passou por seis clubes, em quatro países diferentes. Já foi promessa para o futuro, realidade absoluta quando brilhou pelo Fluminense, um nome relativamente esquecido no exterior e, hoje, de volta ao Brasil há apenas alguns meses, já é outra vez jogador de Seleção. Tudo muito intenso.
Num Flamengo de 2011 em que o palco estava montado para Ronaldinho Gaúcho brilhar, foi Thiago quem imediatamente se tornou peça decisiva e, com isso, um dos escolhidos de Mano Menezes para os amistosos diante da Holanda, neste sábado, e a Romênia, na terça-feira, dia 7. “Sinceramente, não esperava que fosse ser tudo tão rápido”, admite o meia-atacante ao FIFA.com. “Achei que precisaria de mais algum tempo para me readaptar ao futebol brasileiro, mas as coisas começaram a dar certo antes do que eu imaginava.”

Não era bem isso
A verdade é que, boas ou ruins, poucas coisas aconteceram do jeito imaginado para Thiago Neves – sobretudo as transferências que, desde muito cedo, o levaram de um lado ao outro do mundo. Após se destacar em 2005 no Paraná Clube, em cujas categorias de base se formou, aos 21 anos ele foi emprestado ao Vegalta Sendai, do Japão. Quando voltou, para o Fluminense, foi sem nenhum alarde. Ninguém esperava que então, no início de 2007, o clube contratava a peça mais importante para a conquista da Copa do Brasil do mesmo ano e a campanha até o vice-campeonato da Copa Libertadores do ano seguinte.

Àquela altura, Thiago era uma jovem estrela: recebeu a Bola de Ouro da revista Placar como melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 2007, foi convidado por Dunga para a Seleção no início de 2008 e esteve no grupo que foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim. Brilhou tanto que uma transferência para o futebol europeu se fez inevitável – e é aí, no momento que deveria ser de mais um passo à frente, que o resultado definitivamente não foi aquele que o curitibano planejava.
“Fui para o Hamburgo, um clube que eu imaginei que poderia brigar por títulos. Mas as coisas não aconteceram da maneira que eu esperava, e o treinador me escalou fora de posição”, diz ele, que, do banco de reservas do clube alemão, acabou vendido ao Al-Hilal, da Arábia Saudita, não sem antes ter uma breve e bem menos brilhante passagem de seis meses pelo Fluminense, por empréstimo.

Após meses sem jogar na Alemanha, um retorno mais discreto ao Brasil e a situação de jogar num pólo bem menos badalado como a Arábia Saudita, a consequência foi que o Thiago Neves craque, com potencial para a Seleção, foi praticamente esquecido no Brasil. A Copa do Mundo da FIFA de 20101 chegou e se foi, repleta de pedidos para que Dunga convocasse um punhado de gente para a Seleção, mas o de Thiago nunca pareceu ter surgido como opção.

Perto da Seleção
O meia não fala em arrependimento algum, mas certamente aprendeu que, antes de sair do Brasil, vale a pena pensar duas vezes. “Eu diria que vale, sim. Os clubes estão se estruturando e, aqui, o jogador fica mais em evidência em relação à Seleção Brasileira”, constata ele, no momento em que vive isso da forma mais clara e imediata o possível. “E o aspecto financeiro também evoluiu: hoje o atleta bem pago no Brasil não fica muito distante do nível de salário europeu.”

Contratado pelo Flamengo em janeiro de 20110 como um grande reforço, mas à sombra do alarde estrondoso em torno de Ronaldinho, Thiago Neves não só encontrou logo sua forma como reencontrou no camisa 10 um bom parceiro. Não ser, a priori, a grande estrela da equipe campeã estadual e poder jogar sem que os holofotes estivessem tão voltados para si só fizeram bem a alguém que vinha de tanto tempo longe do país e cercado de dúvidas sobre sua capacidade de ser o jogador top de linha que havia sido alguns anos antes.

O fato de, hoje, ser ele – e não Ronaldinho - o representante flamenguista na Seleção imediatamente virou assunto. E, embora contente pela nova chance, Thiago tem o cuidado de evitar colocar o ex-melhor jogador do mundo, seu amigo desde os tempos em que conviveram na Seleção Olímpica em 2008, como base para comparação. “Não penso por esse lado. Fiquei muito feliz pelo reconhecimento de todos pelo Carioca que eu fiz, mas o Ronaldinho tem feito bons jogos e marcou o gol do título da Taça Guanabara. Quanto melhor os dois estiverem, mais o Flamengo ganha com isso. Nós temos uma equipe forte e capaz de brigar pelo título Brasileiro.”
Foram necessárias voltas e voltas, um caminho algo torto, mas aí está Thiago Neves na posição em que, anos atrás, todos esperariam que hoje estivesse: com seu nome colocado ao lado de estrelas, falando com naturalidade em Seleção Brasileira e em conquistar títulos como protagonista.

A união dos gamers de todo o mundo

(FIFA.com) Quinta-feira 2 de junho de 2011
A união dos gamers de todo o mundo

   Seja para fazer novos amigos, competir com os melhores gamers do mundo ou simplesmente curtir o clima de companheirismo, há muitas razões para participar da FIFA Interactive World Cup. Como queríamos conhecer as motivações de cada um de vocês, fizemos há poucas semanas uma enquete. "Que tipo de jogador você é?", perguntamos.

As respostas superaram as expectativas. O tipo que mais votos recebeu foi o "Andarilho", o que comprova que a FIFA Interactive World Cup une os povos do mundo todo. Graças ao seu alcance global, a FIWC oferece aos gamers a oportunidade de encontrar adversários e fazer amigos de praticamente qualquer lugar.

O "Patriota", que defende a honra do seu país em cada jogo, ficou em segundo lugar. A ambição desse tipo de jogador é levar o troféu da FIWC para a sua terra e orgulhar os seus conterrâneos.

"Caçador de Troféus" e "Capitão do Jogo Limpo" ficaram praticamente empatados em terceiro lugar, mostrando que tanto os prêmios fantásticos quanto o espírito de comunidade fazem da FIWC um evento tão apreciado. De fato, a maioria dos usuários sugeriu a combinação de competitividade e diversão como o principal motivo para participar da FIFA Interactive World Cup.

Seja pela consagração, pelo orgulho nacional ou pelos prêmios, mais de 700 mil jogadores participaram dos eventos deste ano, o sétimo da história da FIFA Interactive World Cup.

A fase final está cada vez mais perto. Volte aqui regularmente para conferir as notícias do grande evento em Los Angeles. Além disso, fique de olho e acompanhe as notícias em tempo real no Twitter.

Borghi abre o jogo

(FIFA.com) Quinta-feira 2 de junho de 2011
O argentino Claudio Borghi sempre entendeu de desafios. Desde pequeno, depois de encarar a morte prematura do pai, foi moldando a personalidade ao lado dos irmãos, correndo atrás de uma bola. Mais tarde, mostrou o seu valor como jogador profissional, brilhou com a camisa do Argentinos Juniors, ganhou a Copa do Mundo da FIFA México 1986 e chegou a defender clubes como o River Plate, o Milan e o Flamengo.
Agora, aos 46 anos, ele se prepara para assumir dois desafios ainda maiores como técnico do Chile: a Copa América e o começo das eliminatórias para o Brasil 2014. Enquanto finaliza os detalhes para as estreias, o substituto de Marcelo Bielsa falou com exclusividade ao FIFA.com sobre o legado do seu antecessor, a volta à Argentina para a disputa do torneio continental e a comparação existente entre Alexis Sánchez e Lionel Messi. Sem rodeios, no seu melhor estilo.
FIFA.com: Você disse em uma ocasião que dirigir o Boca Juniors era como "fazer sexo com a janela aberta", porque nunca havia intimidade. Tomando isso como referência, como é comandar o Chile?
Claudio Borghi:
Quando disse isso, me referia ao que se fala dentro do elenco. E, bem, o Boca dava essa impressão. Se tudo que se fala sai na imprensa, então é um grande problema ficar confirmando ou desmentindo as coisas todos os dias. O Boca é uma equipe que gera muitas notícias, com 15 jornalistas no mínimo acompanhando cada treino. Por isso, quando você acorda de manhã, precisa abrir os jornais e começar a ver o que terá de desmentir. Com a seleção chilena é diferente. Não tivemos nenhum problema de que se falassem de assuntos internos. Quando toco nesses temas, falo de conversas que tive com os jogadores. Na seleção acontece de tudo porque, quando se dá uma notícia, ela é interpretada da forma mais conveniente pelo veículo que a publica.
Falando da seleção chilena, como você avalia o crescimento dos jovens jogadores que passaram pelas suas mãos no Colo Colo e que agora o reencontraram nesta nova etapa?Em alguns casos, já se passaram quatro ou cinco anos. Em outros, menos, mas todos amadureceram bastante. Quem mais chama atenção é o Alexis Sánchez, que era um garoto de 17 anos e hoje tem 22, e claramente mudou.
Em relação a Sánchez, você disse há algum tempo que ele poderia chegar a ser melhor que Messi...O Aléxis está em um momento muito importante do seu amadurecimento como jogador. Acredito que, na atualidade, está entre os dez melhores jogadores do mundo. Às vezes a vantagem, ou desvantagem, são os companheiros que se tem na equipe. As comparações sempre são detestáveis, mas gostaria de vê-lo em uma equipe como o Barcelona, que sai para o ataque. O que não quer dizer que na sua equipe atual não se faça isso, mas o estilo de jogo é muito diferente. Assim, comparar um jogador que defende uma equipe pequena com outro de um time grande e poderoso é complicado. Mas gostaria de vê-lo em um clube que tem pretensões de título e onde se ataque mais.
Como as comparações com o trabalho realizado por Marcelo Bielsa afetam o seu trabalho?No Chile, o futebol existia antes do Bielsa e existirá depois do Borghi. Alguns técnicos fizeram um grande trabalho e outros não foram tão bem. Às vezes o sucesso é medido pelas conquistas. Nem todo mundo consegue ser campeão. É o caso do Bielsa, que não foi campeão, mas fez um trabalho muito bom. Não vou negar o que ele fez, mas também não posso ficar pensando sempre nisso, porque tenho que fazer o meu trabalho. As comparações sempre existem, isso é algo que não vou mudar. Seria injusto que se esquecessem do Bielsa por tudo que ele fez, mas também não é tarefa minha fazer que se esqueçam. A minha tarefa é fazer bem o meu trabalho e que as coisas deem certo. Isso acontece em todos os lugares.
Ao chegar à seleção, você disse que Bielsa deixou menos do que o esperado. Quais eram as suas expectativas e o que encontrou de fato?Respeitamos muito o trabalho dos outros. Falava-se muito do que havia: vídeos, fichas, tecnologia... Mas o fato é que não havia mais do que encontramos. A informação não era muita, tivemos de começar do zero. Por isso, passamos a fazer o trabalho sem comparar com nada. Não era nem melhor, nem pior.
Existe algum jogador estrangeiro que você gostaria de ter na seleção chilena?É preciso ter cuidado com isso. Sou contra os estrangeiros que se naturalizam só pelo interesse de jogar futebol. Quem se torna chileno tem de tomar essa decisão por agradecimento a um país que o recebeu ou onde ele esteve. Depois veremos se ele joga ou não. O único grande pecado que o Chile cometeu nos últimos anos é que o Lucas Barrios (argentino naturalizado paraguaio, atual jogador do Borussia Dortmund) não tenha se naturalizado depois de passar tantos anos no país.
A próxima Copa América na Argentina será o seu primeiro torneio oficial no comando do Chile e acontecerá justamente no seu país natal. Como acha que a torcida e a imprensa locais o receberão, depois de você ter sido campeão pela seleção e ter treinado clubes importantes?Na Argentina, as pessoas precisam entender que vou fazer um trabalho que é muito agradável e em um país ao qual sou muito grato. Haverá quem me receba bem ou mal, mas sempre fui muito respeitado, porque sempre fui muito respeitoso. Nos clubes que comandei sempre me trataram bem, mas não posso esperar chegar sob aplausos. Farei o meu trabalho e estou muito orgulhoso de ter essa nova oportunidade de representar um país onde não me sinto um estranho, e sim muito confortável. Sempre digo que sou 50% chileno, porque vivi a metade da minha vida lá.
Falando das eliminatórias para o Mundial, como a ausência do Brasil influenciará na briga pelos pontos?Vai ser mais fácil para os demais. Nas eliminatórias sempre há duas vagas garantidas: Brasil e Argentina. Os outros precisam lutar pelo que sobra. Também nunca se deve descartar o Uruguai e o Chile passou pelas últimas eliminatórias de maneira extraordinária. O nível está muito equilibrado. O Bielsa mostrou serviço e classificou o Chile em segundo lugar, uma colocação muito boa, sem precisar fazer contas. Por isso, estas eliminatórias vão ser competitivas e duras, como sempre foram. Mas pelo fato de o Brasil não estar, todos entrarão com mais vontade.
Você sempre se caracterizou pela honestidade e franqueza na hora de falar. Acha que às vezes isso joga contra?A minha avó dedicou quase 25 anos da sua vida para que eu fosse honesto. Ser honesto não é uma virtude, é uma obrigação. Fui ensinado a dizer o que penso e o que acredito na hora certa. Não tenho discursos preparados ou preconcebidos para falar sobre uma situação ou um jogo, porque também não posso mandar as pessoas calarem a boca se elas veem que o meu time jogou bem ou mal. Mas às vezes sei que as pessoas acham que é preciso mentir um pouco para serem mais respeitadas.